UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Assinale a alternativa que apresenta o tratamento de escolha para adenocarcinoma de apêndice limitado à ponta do apêndice:
Adenocarcinoma de apêndice limitado à ponta → Hemicolectomia direita.
Mesmo para adenocarcinoma de apêndice limitado à ponta, a hemicolectomia direita é o tratamento de escolha devido ao risco de metástase linfonodal e à natureza agressiva desses tumores. A apendicectomia isolada é insuficiente para garantir margens oncológicas adequadas e linfadenectomia.
O adenocarcinoma de apêndice é uma neoplasia rara, representando menos de 1% de todos os tumores gastrointestinais. Frequentemente, é um achado incidental durante uma apendicectomia realizada por suspeita de apendicite aguda. Apesar de sua raridade, é um tumor com potencial agressivo e risco significativo de metástase linfonodal e disseminação peritoneal. O estadiamento e o tratamento do adenocarcinoma de apêndice são complexos e diferem significativamente do manejo da apendicite comum. Mesmo para tumores aparentemente limitados à ponta do apêndice, a conduta de escolha é a hemicolectomia direita. Isso se deve à necessidade de obter margens de ressecção oncológicas adequadas e realizar uma linfadenectomia regional completa, que é crucial para o estadiamento preciso e para o controle da doença. A apendicectomia isolada é considerada insuficiente para a maioria dos adenocarcinomas apendiculares, pois não aborda o risco de comprometimento linfonodal ou a possibilidade de doença microscópica no ceco adjacente. Portanto, a hemicolectomia direita é a cirurgia padrão para garantir o tratamento oncológico adequado e melhorar o prognóstico desses pacientes, mesmo em estágios iniciais da doença.
A hemicolectomia direita é o tratamento padrão devido ao alto risco de metástase linfonodal regional, mesmo em tumores aparentemente limitados. Ela permite a ressecção de um segmento maior do intestino e a linfadenectomia adequada, essencial para o estadiamento e controle oncológico.
A apendicectomia simples pode ser suficiente apenas para tumores neuroendócrinos (carcinoides) pequenos (<1-2 cm) e bem diferenciados, localizados na ponta do apêndice, sem invasão do mesoapêndice ou margens positivas. Para adenocarcinomas, é quase sempre insuficiente.
O adenocarcinoma de apêndice é raro e frequentemente diagnosticado incidentalmente após apendicectomia por apendicite aguda. O desafio reside na sua apresentação inespecífica e na necessidade de um tratamento cirúrgico mais radical do que a apendicectomia simples, devido ao seu potencial metastático.
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