Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2020
Um paciente de 42 anos de idade foi submetido à apendicectomia videolaparoscópica para tratamento de apendicite aguda. No retorno, foi avaliado o resultado anatomopatológico da cirurgia, que mostrou um adenocarcinoma de apêndice com células em anel de sinete. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Adenocarcinoma de apêndice com células em anel de sinete → sempre hemicolectomia direita, independentemente do tamanho ou margem.
Adenocarcinomas de apêndice com células em anel de sinete são tumores agressivos com alto potencial de disseminação e recorrência. A hemicolectomia direita é a conduta padrão ouro para garantir ressecção oncológica adequada, incluindo linfonodos regionais, mesmo após apendicectomia inicial.
O adenocarcinoma de apêndice é uma neoplasia rara, muitas vezes diagnosticada incidentalmente após apendicectomia por apendicite aguda. Sua apresentação clínica é inespecífica, o que dificulta o diagnóstico pré-operatório. A importância de um exame anatomopatológico detalhado é crucial para determinar a conduta subsequente e o prognóstico do paciente. A presença de células em anel de sinete é um achado histológico de grande relevância, indicando um comportamento biológico mais agressivo da doença, com maior probabilidade de disseminação locorregional e à distância. Este subtipo histológico é frequentemente associado a um pior prognóstico em comparação com outros adenocarcinomas apendiculares. O diagnóstico preciso e o estadiamento adequado são fundamentais para guiar o tratamento. A fisiopatologia envolve a transformação maligna das células epiteliais do apêndice. O diagnóstico definitivo é histopatológico. A suspeita deve surgir em casos de apendicite atípica ou massas apendiculares. O tratamento primário é cirúrgico, e a extensão da ressecção depende do tipo histológico, tamanho do tumor e estadiamento. Para adenocarcinomas com células em anel de sinete, a hemicolectomia direita é a conduta padrão, mesmo que a apendicectomia inicial tenha sido considerada completa, devido ao alto risco de doença residual microscópica e metástase linfonodal. O prognóstico varia amplamente com o estadiamento e o tipo histológico, sendo pior para tumores com células em anel de sinete. A vigilância pós-operatória é essencial para detectar recorrências. Residentes devem estar cientes da importância da histologia para definir a extensão da cirurgia e o acompanhamento oncológico.
A presença de células em anel de sinete indica um subtipo histológico mais agressivo de adenocarcinoma de apêndice, associado a maior risco de metástase linfonodal e pior prognóstico, justificando uma abordagem cirúrgica mais radical.
A hemicolectomia direita é indicada para garantir a ressecção completa do tumor primário, incluindo o mesentério e os linfonodos regionais, que podem estar comprometidos mesmo em tumores aparentemente pequenos, devido à agressividade desse subtipo histológico.
Além do subtipo histológico (como células em anel de sinete), outros fatores incluem o tamanho do tumor, invasão da base do apêndice, comprometimento das margens cirúrgicas, invasão linfovascular e o status dos linfonodos regionais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo