FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023
Durante a gestação o organismo feminino sofre múltiplas adaptações para receber o novo concepto. São consideradas modificações fisiológicas do organismo materno:
Gestação: ↑ débito cardíaco e ↓ resistência vascular periférica são adaptações fisiológicas cardiovasculares.
Durante a gestação, o sistema cardiovascular sofre grandes adaptações para suprir as demandas metabólicas da mãe e do feto. O aumento do débito cardíaco é impulsionado pelo aumento do volume sanguíneo e da frequência cardíaca, enquanto a diminuição da resistência vascular periférica ocorre devido à vasodilatação mediada por hormônios e à formação da circulação uteroplacentária.
A gestação induz uma série de adaptações fisiológicas complexas no corpo feminino, visando otimizar o ambiente para o desenvolvimento fetal e preparar a mãe para o parto. No sistema cardiovascular, as mudanças são notáveis e essenciais. O débito cardíaco aumenta significativamente, em torno de 30% a 50% acima dos níveis pré-gravídicos, atingindo seu pico no segundo trimestre e mantendo-se elevado até o parto. Este aumento é impulsionado tanto pelo aumento do volume sistólico quanto da frequência cardíaca. Concomitantemente, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica. Esta redução é atribuída a múltiplos fatores, incluindo a ação vasodilatadora de hormônios como a progesterona e o estrogênio, a produção de substâncias como o óxido nítrico e as prostaciclinas, e o desenvolvimento da circulação uteroplacentária, que é um leito de baixa resistência. A combinação de aumento do débito cardíaco e diminuição da resistência vascular periférica é crucial para garantir o fluxo sanguíneo adequado para o útero e outros órgãos maternos, ao mesmo tempo em que mantém a pressão arterial dentro de limites fisiológicos. Outras adaptações incluem o aumento do volume sanguíneo total (principalmente volume plasmático, levando à hemodiluição fisiológica), e alterações no sistema respiratório (aumento do volume corrente, diminuição do volume residual), renal (aumento do fluxo plasmático renal e da taxa de filtração glomerular) e hematológico (estado de hipercoagulabilidade). O entendimento dessas modificações é fundamental para diferenciar o fisiológico do patológico na prática obstétrica.
As principais alterações incluem aumento do débito cardíaco (30-50%), aumento do volume sanguíneo (30-45%), aumento da frequência cardíaca (10-20 bpm) e diminuição da resistência vascular periférica.
A diminuição da resistência vascular periférica é multifatorial, envolvendo vasodilatação mediada por progesterona, estrogênio, óxido nítrico e prostaciclinas, além da formação da unidade uteroplacentária de baixa resistência.
O aumento do débito cardíaco é compensado principalmente pela diminuição da resistência vascular periférica, o que ajuda a manter a pressão arterial em níveis normais ou levemente reduzidos, apesar do aumento do volume sanguíneo.
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