Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
A gravidez proporciona modificações no organismo materno, a saber:
Gravidez → ↑ Resistência periférica à insulina (fisiológica), ↑ Fibrinogênio, ↓ Capacidade residual funcional, ↓ Tônus vesical.
A gravidez induz uma série de adaptações fisiológicas no organismo materno. Uma das alterações metabólicas mais importantes é o aumento da resistência periférica à insulina, que é um mecanismo fisiológico para garantir o suprimento de glicose ao feto, mas pode levar ao diabetes gestacional em algumas mulheres.
A gravidez é um estado de profundas adaptações fisiológicas em praticamente todos os sistemas do organismo materno, essenciais para sustentar o crescimento e desenvolvimento fetal. Essas modificações são orquestradas por hormônios como estrogênio, progesterona e lactogênio placentário humano. No sistema respiratório, há uma diminuição da capacidade residual funcional e do volume residual devido à elevação diafragmática. No sistema urinário, ocorre dilatação do sistema coletor e diminuição do tônus vesical, aumentando o risco de infecções. No sistema cardiovascular, há aumento do volume sanguíneo e do débito cardíaco. Metabolicamente, uma das alterações mais notáveis é o desenvolvimento de resistência periférica à insulina, que é fisiológica e visa priorizar o suprimento de glicose ao feto. Contudo, em mulheres com predisposição, essa resistência pode levar ao diabetes gestacional. Além disso, há um estado de hipercoagulabilidade, com aumento de fatores de coagulação como o fibrinogênio, para proteger contra hemorragias no parto.
A capacidade residual funcional diminui devido à elevação do diafragma pelo útero gravídico, o que reduz o volume pulmonar de reserva expiratório e residual.
O sistema coletor urinário sofre dilatação (hidronefrose fisiológica) devido à compressão ureteral pelo útero e ao efeito relaxante da progesterona. O tônus vesical geralmente diminui, contribuindo para o risco de infecções.
O aumento da resistência à insulina é um mecanismo fisiológico que garante maior disponibilidade de glicose para o feto. No entanto, se o pâncreas materno não conseguir compensar, pode desenvolver-se diabetes gestacional.
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