HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2022
A retenção hídrica que ocorre na gestação é responsável por, exceto:
Retenção hídrica na gestação ↑ volume plasmático e débito cardíaco, ↓ hematócrito e ↑ fluxo plasmático renal.
A retenção hídrica na gestação leva a um aumento significativo do volume plasmático, que é desproporcional ao aumento do volume de hemácias, resultando em hemodiluição e diminuição do hematócrito (anemia fisiológica). Isso, por sua vez, contribui para o aumento do débito cardíaco e do fluxo plasmático renal, mas não diminui o volume celular sanguíneo circulante, que na verdade aumenta, embora em menor proporção que o plasma.
A gestação é um período de profundas adaptações fisiológicas no corpo materno, essenciais para sustentar o desenvolvimento fetal. Uma das mais marcantes é a retenção hídrica, que leva a um aumento substancial do volume sanguíneo total, principalmente do componente plasmático. Este fenômeno é crucial para a perfusão uteroplacentária e para a preparação do corpo materno para as perdas sanguíneas do parto. Fisiologicamente, a retenção hídrica é mediada por alterações hormonais, como o aumento da progesterona e estrogênio, que influenciam o sistema renina-angiotensina-aldosterona e a secreção de hormônio antidiurético (ADH). O aumento do volume plasmático é mais acentuado que o aumento da massa de hemácias, resultando em hemodiluição e na chamada "anemia fisiológica da gravidez", caracterizada por uma diminuição do hematócrito. As consequências dessa retenção hídrica incluem o aumento do débito cardíaco, necessário para atender às demandas metabólicas crescentes da unidade fetoplacentária, e o aumento do fluxo plasmático renal, que eleva a taxa de filtração glomerular. É fundamental que residentes compreendam essas mudanças para diferenciar o fisiológico do patológico e manejar adequadamente condições como a pré-eclâmpsia, onde a retenção hídrica pode ser exacerbada e associada a disfunção orgânica.
A retenção hídrica é multifatorial, envolvendo o aumento da atividade do sistema renina-angiotensina-aldosterona, aumento da secreção de ADH, e alterações na pressão osmótica plasmática, resultando em acúmulo de sódio e água.
A retenção hídrica causa um aumento desproporcional do volume plasmático em relação ao volume de hemácias, levando à hemodiluição e, consequentemente, à diminuição do hematócrito, conhecida como anemia fisiológica da gravidez.
A retenção hídrica contribui para o aumento do volume sanguíneo total, do volume sistólico e da frequência cardíaca, resultando em um aumento significativo do débito cardíaco, que pode chegar a 30-50% acima dos níveis pré-gestacionais.
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