IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Com relação às adaptações fisiológicas do organismo materno na gestação, considere os itens a seguir: l - Diminuição da pressão arterial no 1º. e 2º. trimestres da gestação; II - Diminuição do tônus vesical; III - Diminuição do volume eritrocitário; IV - Acidose respiratória; Estão corretos:
Gestação: PA ↓ 1º/2º trimestres e tônus vesical ↓ (progesterona) → risco ITU.
A progesterona causa relaxamento da musculatura lisa, levando à diminuição da pressão arterial (vasodilatação) e do tônus vesical e ureteral, o que predispõe à estase urinária e infecções. O volume plasmático aumenta mais que o eritrocitário, resultando em hemodiluição.
A gestação induz profundas adaptações fisiológicas no corpo materno, essenciais para sustentar o desenvolvimento fetal. Compreender essas mudanças é crucial para o manejo clínico da gestante e para diferenciar o fisiológico do patológico. Essas adaptações abrangem praticamente todos os sistemas orgânicos, desde o cardiovascular ao renal e respiratório. No sistema cardiovascular, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial nos dois primeiros trimestres, seguida por um retorno aos níveis pré-gravídicos no terceiro. O débito cardíaco aumenta significativamente. No sistema urinário, a progesterona relaxa a musculatura lisa, diminuindo o tônus vesical e ureteral, o que predispõe à estase urinária e infecções. O volume plasmático aumenta mais que o volume eritrocitário, resultando na anemia fisiológica da gravidez. O sistema respiratório apresenta aumento da ventilação minuto, levando a uma alcalose respiratória compensada metabolicamente. O conhecimento dessas alterações é fundamental para a interpretação de exames laboratoriais e para a tomada de decisões clínicas, garantindo a segurança e o bem-estar da mãe e do feto ao longo de toda a gestação.
A gestação cursa com diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial no 1º e 2º trimestres, aumento do débito cardíaco e do volume plasmático, levando à anemia fisiológica.
A progesterona, hormônio predominante na gestação, causa relaxamento da musculatura lisa, incluindo a vesical e ureteral, o que pode levar à estase urinária e maior risco de infecções do trato urinário.
Há um aumento da ventilação minuto, resultando em diminuição do PCO2 e alcalose respiratória compensada por uma acidose metabólica (diminuição do bicarbonato), mantendo o pH próximo ao normal.
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