FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
Paciente do sexo feminino, 34 anos de idade, primigesta, sem comorbidades, IG: 28 semanas, durante a consulta de pré-natal relata episódios de lipotimia e sensação de palpitação. Com relação ao quadro clínico descrito acima, quanto às adaptações do sistema cardiovascular materno à gravidez normal, assinale a alternativa CORRETA.
Gravidez → ↓ Pressão Arterial Média + ↑ Frequência Cardíaca + ↓ Resistência Vascular Periférica, justificando lipotimia e palpitações.
Na gestação normal, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial média, acompanhada de um aumento compensatório do débito cardíaco e da frequência cardíaca. Essas adaptações fisiológicas podem levar a sintomas como lipotimia e palpitações, que geralmente são benignos.
A gravidez induz profundas adaptações fisiológicas no sistema cardiovascular materno para atender às demandas metabólicas do feto e da placenta. Compreender essas mudanças é fundamental para diferenciar o que é fisiológico do patológico e garantir um pré-natal seguro. O volume plasmático aumenta em cerca de 40-50%, o que leva a um aumento do débito cardíaco em 30-50%, principalmente devido ao aumento do volume sistólico e da frequência cardíaca. Essas alterações são mais pronunciadas no segundo trimestre e se mantêm elevadas até o termo. Paralelamente, ocorre uma diminuição da resistência vascular periférica, mediada por fatores como o óxido nítrico e as prostaglandinas, resultando em uma queda da pressão arterial média, que atinge seu nadir no segundo trimestre. A frequência cardíaca aumenta em 10-20 bpm. As queixas de lipotimia e palpitações são comuns e geralmente benignas, refletindo a vasodilatação periférica e o aumento do trabalho cardíaco. A lipotimia pode ser exacerbada pela síndrome da hipotensão supina, onde o útero comprime a veia cava inferior. O manejo dessas queixas envolve tranquilizar a paciente e orientar medidas posturais, como evitar a posição supina prolongada. É crucial, no entanto, descartar causas patológicas, como arritmias ou anemia grave, através de uma anamnese e exame físico detalhados. O conhecimento dessas adaptações é essencial para a prática do obstetra e do clínico geral, permitindo um acompanhamento adequado da gestante e a identificação precoce de complicações.
Na gravidez, ocorrem aumento do volume plasmático, do débito cardíaco e da frequência cardíaca. Há também uma diminuição da resistência vascular periférica e, consequentemente, da pressão arterial média, especialmente no segundo trimestre.
A lipotimia pode ser causada pela diminuição da resistência vascular periférica e da pressão arterial, além da compressão da veia cava inferior pelo útero gravídico. As palpitações são resultado do aumento fisiológico da frequência cardíaca e do débito cardíaco.
As alterações são consideradas normais quando se encaixam no perfil fisiológico esperado, sem sinais de disfunção cardíaca ou hipertensão. Sintomas como lipotimia e palpitações são comuns, mas devem ser avaliados para excluir outras causas patológicas.
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