UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Em relação às alterações da circulação materna durante a gravidez, assinale a alternativa CORRETA:
Gravidez: ↑ Débito Cardíaco, ↑ FC, ↑ Volume Plasmático (mais que celular), ↓ RVP.
Durante a gravidez, ocorrem importantes adaptações cardiovasculares para suprir as demandas do feto e da placenta. O débito cardíaco aumenta significativamente, impulsionado principalmente pelo aumento da frequência cardíaca e, em menor grau, do volume sistólico, enquanto a resistência vascular periférica diminui.
A gravidez induz uma série de profundas adaptações fisiológicas no sistema cardiovascular materno, essenciais para atender às crescentes demandas metabólicas do feto e da placenta. Essas alterações começam no primeiro trimestre e se intensificam ao longo da gestação, preparando o corpo materno para o parto e o puerpério. Compreender essas modificações é fundamental para o manejo de gestantes, tanto as saudáveis quanto as com comorbidades cardíacas preexistentes. Entre as principais alterações, destaca-se o aumento significativo do débito cardíaco, que pode elevar-se em 30% a 50% em relação aos valores pré-gravídicos. Esse aumento é impulsionado primariamente pelo incremento da frequência cardíaca (em 10 a 15 batimentos por minuto) e, em menor grau, pelo aumento do volume sistólico. Concomitantemente, ocorre uma redução da resistência vascular periférica, resultado da vasodilatação sistêmica e da formação da circulação uteroplacentária de baixa resistência, o que pode levar a uma leve queda da pressão arterial no segundo trimestre. No sangue, observa-se um aumento tanto do volume plasmático (em torno de 40-50%) quanto do volume de eritrócitos (cerca de 20-30%). Contudo, o aumento desproporcional do plasma em relação aos glóbulos vermelhos resulta em uma hemodiluição fisiológica, que se manifesta como a "anemia fisiológica da gravidez". Essas adaptações são cruciais para o transporte de nutrientes e oxigênio ao feto e para a dissipação de calor, mas também podem exacerbar condições cardíacas preexistentes ou mascarar o início de patologias como a pré-eclâmpsia.
O débito cardíaco aumenta progressivamente durante a gravidez, atingindo um pico no segundo trimestre e mantendo-se elevado até o termo, devido ao aumento da frequência cardíaca e do volume sistólico.
A resistência vascular periférica diminui devido à vasodilatação generalizada induzida por hormônios como a progesterona e o óxido nítrico, além da formação da unidade uteroplacentária de baixa resistência.
Ambos os volumes aumentam, mas o volume plasmático se eleva em maior proporção (cerca de 40-50%) do que o volume de eritrócitos (20-30%), resultando em uma hemodiluição fisiológica, que se manifesta como anemia fisiológica da gravidez.
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