CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2009
Um paciente apresenta no olho esquerdo a seguinte ametropia: -2,50 -1,75 x 120 graus. Durante o teste com lente de contato gelatinosa tórica, verificou-se que a marcação da lente, localizada inferiormente (às 6 horas). Realizava uma rotação em sentido anti-horário de 25 graus logo após o ato de piscar. O eixo do astigmatismo definitivo da lente que será encomendada deverá:
Rotação anti-horária (esquerda) → Subtrair do eixo original; Horária (direita) → Somar.
Para ajustar o eixo de uma lente tórica que rotaciona, aplica-se a compensação baseada no sentido do desvio: se a lente gira para a esquerda (anti-horário), subtraímos o valor do eixo original.
A adaptação de lentes de contato gelatinosas tóricas exige precisão no alinhamento do eixo do cilindro. Como as lentes raramente ficam perfeitamente estáticas a 0°, os fabricantes incluem marcas de referência (geralmente às 6 horas). O examinador deve observar a posição dessa marca após o equilíbrio da lente no olho. Se a lente estabiliza em uma posição rotacionada, o eixo do cilindro na lente não estará alinhado com o eixo do astigmatismo corneano/refrativo. A compensação não muda o astigmatismo do paciente, mas 'pré-gira' o eixo na lente para que, após a rotação previsível no olho, o eixo final coincida com a necessidade refrativa.
LARS é um acrônimo em inglês para 'Left Add, Right Subtract'. Refere-se à rotação da marca de estabilização da lente vista pelo examinador. Se a marca gira para a esquerda (sentido horário do ponto de vista do observador em algumas nomenclaturas, mas tecnicamente 'Left' para o observador), você adiciona ao eixo. No entanto, em muitas convenções brasileiras e dependendo da orientação da marca (6 horas), usa-se: Anti-horário = Subtrair; Horário = Somar.
Seguindo a convenção de que rotações no sentido anti-horário (para a direita do examinador se a marca estiver às 6h) devem ser subtraídas do eixo da prescrição: 120° - 25° = 95°. Assim, a lente encomendada com eixo 95° irá rotacionar 25° anti-horário e se posicionar exatamente nos 120° desejados para corrigir o astigmatismo do paciente.
As lentes tóricas rotacionam devido à interação entre as pálpebras e as zonas de estabilização da lente (como o prisma de balastro ou o desenho de dupla zona de afinamento) durante o piscar. A anatomia palpebral e a tensão ocular de cada paciente influenciam o ponto de equilíbrio onde a lente estabiliza.
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