CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Uma lente gelatinosa adaptada frouxa mostra imagem nítida das miras ceratométricas quando:
Lente frouxa → Visão nítida entre os piscamentos; embaça imediatamente após piscar.
Uma lente gelatinosa frouxa apresenta movimento excessivo. O piscar desloca a lente, distorcendo as miras; a nitidez retorna quando a lente se estabiliza no centro da córnea.
A adaptação de lentes de contato gelatinosas exige um equilíbrio entre conforto e saúde fisiológica. Uma lente frouxa (com raio de curvatura muito plano em relação à córnea) causa desconforto mecânico e instabilidade visual. A avaliação das miras ceratométricas sobre a lente (sobreceratometria) é uma técnica clássica para avaliar a relação lente-córnea: se as miras distorcem com o piscar, a lente está se movendo excessivamente, indicando a necessidade de uma lente com curva base mais fechada (menor raio).
Quando o paciente não pisca, a lente frouxa tende a se estabilizar centralizada sobre o ápice corneano pela tensão superficial da lágrima. Nesse momento, a superfície óptica da lente está regular, permitindo miras ceratométricas nítidas e boa visão. O piscar causa um deslocamento excessivo que gera a distorção.
Na lente frouxa (flat), a visão é boa antes de piscar e piora logo após. Na lente apertada (steep), a visão é embaçada constantemente devido ao acúmulo de lágrima sob a lente (efeito menisco), melhorando momentaneamente logo após o piscar, quando a pálpebra 'aplana' a lente contra a córnea.
Além da instabilidade visual, observa-se movimento excessivo à excursão do olhar (lag), descentração frequente (geralmente inferior) e o 'push-up test' mostra uma lente que se desloca com extrema facilidade e demora a retornar à posição central.
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