CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2019
Qual tempo médio (em minutos) que uma pessoa saudável leva para atingir a adaptação máxima ao escuro?
Adaptação máxima ao escuro (bastonetes) leva ~20-30 min; cones adaptam em ~5-10 min.
A adaptação ao escuro é um processo bifásico: os cones recuperam a sensibilidade rapidamente, mas a sensibilidade máxima depende da regeneração lenta da rodopsina nos bastonetes.
A adaptação ao escuro é a capacidade do sistema visual de aumentar sua sensibilidade em condições de baixa luminosidade. Esse aumento de sensibilidade pode chegar a 100.000 vezes o nível inicial. O processo envolve a regeneração do 11-cis-retinal e sua ligação com as opsinas. Enquanto a adaptação pupilar (midríase) contribui minimamente (cerca de 1 log unit), a adaptação fotoquímica nos fotorreceptores é a principal responsável pela visão escotópica. O tempo médio de 20 minutos é o padrão clínico aceito para que os bastonetes atinjam sua performance máxima.
O processo depende da regeneração bioquímica dos pigmentos visuais que foram 'lavados' pela luz. A rodopsina dos bastonetes regenera-se muito mais lentamente do que as opsinas dos cones, exigindo cerca de 20 a 30 minutos para atingir o limiar máximo de sensibilidade.
Na curva de adaptometria ao escuro, há uma transição chamada 'Kohlrausch bend'. Inicialmente, os cones dominam a adaptação (fase rápida). Após cerca de 5-10 minutos, a sensibilidade dos bastonetes ultrapassa a dos cones, marcando o início da fase lenta de adaptação.
A intensidade da luz prévia (bleaching), a duração da exposição luminosa, a carência de Vitamina A (essencial para o ciclo visual) e doenças retinianas como a Retinose Pigmentar podem prolongar ou impedir a adaptação adequada.
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