SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024
Sua equipe de saúde decide aplicar um questionário para identificação de casos sugestivos de asma brônquica em grupos de sintomáticos respiratórios, após o relato de uma usuária de que havia alta taxa de absenteísmo escolar de crianças com quadros respiratórios. Para se familiarizar com o instrumento, a equipe decide por inicialmente aplicar o questionário em uma amostra representativa da população adulta da área. A amostra continha 200 adultos sintomáticos respiratórios e era sabida uma prevalência de 10% de asma nessa população. O teste diagnóstico tinha especificidade de 60% e sensibilidade de 80%. Assinale a alternativa que indica corretamente a acurácia do instrumento aplicado.
Acurácia = (VP + VN) / Total de indivíduos. Calcula a proporção de resultados corretos do teste.
A acurácia de um teste diagnóstico mede a proporção de todos os resultados corretos (verdadeiros positivos e verdadeiros negativos) em relação ao total de indivíduos testados. Para calculá-la, é necessário determinar o número de VP, VN, FP e FN com base na sensibilidade, especificidade e prevalência da doença.
A avaliação de testes diagnósticos é um pilar da medicina baseada em evidências, e a compreensão de seus parâmetros é fundamental para a prática clínica e a pesquisa. A acurácia é uma das medidas que quantifica a capacidade de um teste de classificar corretamente os indivíduos como doentes ou não-doentes. Ela é calculada como a soma dos verdadeiros positivos (VP) e verdadeiros negativos (VN) dividida pelo número total de indivíduos testados. Para calcular a acurácia, é necessário primeiramente construir uma tabela de contingência 2x2, utilizando a população total, a prevalência da doença, a sensibilidade e a especificidade do teste. A sensibilidade representa a proporção de doentes que o teste identifica corretamente, enquanto a especificidade representa a proporção de não-doentes que o teste identifica corretamente. A prevalência é essencial para determinar o número absoluto de doentes e não-doentes na amostra. No exemplo dado, com 200 adultos, 10% de prevalência (20 doentes e 180 não-doentes), sensibilidade de 80% (16 VP e 4 FN) e especificidade de 60% (108 VN e 72 FP), a acurácia é calculada como (16 VP + 108 VN) / 200 = 124 / 200 = 0,62 ou 62%. Dominar esses cálculos permite aos residentes e estudantes interpretar criticamente a validade de um teste diagnóstico e aplicá-lo de forma apropriada no contexto clínico.
A prevalência da doença é crucial para determinar o número de indivíduos doentes e não-doentes na população estudada. Esses números são a base para calcular os verdadeiros positivos, falsos negativos, verdadeiros negativos e falsos positivos, que por sua vez são usados para calcular a acurácia e outros valores preditivos.
Sensibilidade é a capacidade do teste de identificar corretamente os doentes (VP/(VP+FN)). Especificidade é a capacidade de identificar corretamente os não-doentes (VN/(VN+FP)). Acurácia é a proporção total de resultados corretos (VP+VN)/Total, representando a performance geral do teste.
A tabela 2x2 tem quatro células: Verdadeiros Positivos (VP), Falsos Positivos (FP), Falsos Negativos (FN) e Verdadeiros Negativos (VN). As colunas representam o resultado do teste (positivo/negativo) e as linhas representam o status real da doença (doente/não-doente). A partir da população total, prevalência, sensibilidade e especificidade, preenche-se essas células para então calcular a acurácia.
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