FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
A acromegalia, na maioria dos casos (98%), é causada por um adenoma hipofisário secretor de somatotrofinoma (GH), sendo 70-80% macroadenomas. Carcinomas somatotróficos são extremamente raros. Por ser uma doença com estigmas, o diagnóstico é clínico na maioria dos casos. Os sinais e os sintomas mais comuns na acromegalia em relação ao comprometimento osteomuscular são:
Acromegalia → aumento mãos/pés, crânio, malares, prognatismo (sinais osteomusculares).
A acromegalia, causada por excesso de GH, leva a um crescimento ósseo e de tecidos moles progressivo. As manifestações osteomusculares são cruciais para o diagnóstico clínico, incluindo o aumento de extremidades e alterações faciais características.
A acromegalia é uma doença crônica e progressiva causada pela hipersecreção de Hormônio do Crescimento (GH), geralmente por um adenoma hipofisário somatotrófico. Sua prevalência é baixa, mas o diagnóstico precoce é crucial devido às múltiplas comorbidades e à redução da expectativa de vida. As manifestações clínicas são insidiosas e se desenvolvem ao longo de anos, tornando o reconhecimento dos estigmas da doença um desafio. A fisiopatologia envolve o excesso de GH que estimula a produção hepática de IGF-1, o principal mediador dos efeitos anabólicos do GH. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na observação das alterações faciais e de extremidades, seguido por exames laboratoriais (IGF-1 e teste de supressão do GH com glicose oral) e de imagem (RM de sela túrcica). A suspeita clínica é o primeiro passo para a investigação. O tratamento visa normalizar os níveis de GH e IGF-1, reduzir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas. A cirurgia transesfenoidal é a primeira linha para a maioria dos pacientes. Terapias medicamentosas (análogos da somatostatina, antagonistas do receptor de GH, agonistas dopaminérgicos) e radioterapia são opções adjuvantes ou para casos não cirúrgicos. O manejo multidisciplinar é essencial para o controle da doença e suas comorbidades.
Os sinais osteomusculares mais comuns incluem aumento das mãos e dos pés (número dos sapatos), aumento do volume do crânio e acentuação dos malares, além de prognatismo e espaçamento dentário.
O excesso crônico de Hormônio do Crescimento (GH) e IGF-1 estimula o crescimento ósseo e de tecidos moles, especialmente em ossos que ainda possuem cartilagem de crescimento ativa ou em tecidos que respondem ao estímulo trófico.
O diagnóstico clínico precoce é fundamental para evitar complicações graves e irreversíveis da doença, como doenças cardiovasculares, diabetes mellitus e artropatias, melhorando o prognóstico do paciente.
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