AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Mulher, 42 anos ao verificar fotos de seu casamento, ocorrido há 20 anos, percebeu que seu rosto havia mudado, com o aumento de seu queixo e fronte, assim como suas mãos haviam aumentado de tamanho. Ao procurar a UBS, perguntou ao médico se a rouquidão de sua voz, espessamento dos lábios e aumento da língua estavam associados às mudanças percebidas. Com este quadro clínico a hipótese diagnóstica é:
Aumento de extremidades, alterações faciais (queixo, fronte), macroglossia e rouquidão em adulto → Acromegalia.
A acromegalia é uma síndrome causada pela hipersecreção crônica de hormônio do crescimento (GH) e fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) após o fechamento das epífises ósseas. As manifestações clínicas incluem o crescimento de extremidades (mãos, pés), alterações faciais (prognatismo, aumento da fronte), macroglossia, espessamento de tecidos moles e rouquidão, que se desenvolvem insidiosamente ao longo dos anos.
A acromegalia é uma doença endócrina rara, crônica e progressiva, caracterizada pela hipersecreção de hormônio do crescimento (GH) e, consequentemente, de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) em adultos, após o fechamento das epífises ósseas. Se a hipersecreção ocorrer antes do fechamento epifisário, a condição é conhecida como gigantismo. A doença tem uma evolução insidiosa, com sintomas que se desenvolvem lentamente ao longo de anos, o que frequentemente atrasa o diagnóstico. As manifestações clínicas da acromegalia são decorrentes do excesso de GH e IGF-1, que promovem o crescimento de tecidos moles e cartilagens. Os sinais clássicos incluem o aumento das extremidades (mãos e pés), alterações faciais como prognatismo (aumento do queixo), aumento da fronte, nariz e seios paranasais, espessamento dos lábios e macroglossia (aumento da língua). A rouquidão é comum devido ao espessamento das cordas vocais e tecidos laríngeos. Outros sintomas podem incluir sudorese excessiva, dores articulares, cefaleia e síndrome do túnel do carpo. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames laboratoriais, como a dosagem elevada de IGF-1 e a ausência de supressão do GH após a sobrecarga oral de glicose. A ressonância magnética da sela túrcica é essencial para identificar o adenoma hipofisário, que é a causa mais comum. O tratamento visa normalizar os níveis hormonais, geralmente através de cirurgia transesfenoidal, radioterapia ou uso de análogos da somatostatina, visando prevenir complicações cardiovasculares, metabólicas e respiratórias associadas à doença.
Os sinais incluem aumento das mãos e pés, alterações faciais (prognatismo, aumento da fronte, nariz e seios paranasais), macroglossia, espessamento dos lábios, rouquidão, sudorese excessiva, dores articulares e cefaleia.
O diagnóstico é confirmado pela dosagem elevada de IGF-1 e pela não supressão do GH após teste oral de tolerância à glicose (TOTG). A ressonância magnética da sela túrcica é utilizada para localizar o adenoma hipofisário.
A causa mais comum é um adenoma hipofisário produtor de hormônio do crescimento (GH), geralmente um macroadenoma.
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