Gigantismo e Acromegalia: Diagnóstico e Tratamento

Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2021

Enunciado

Sobre os distúrbios hipofisários (Gigantismo e acromegalia), analise os itens para assinalar a alternativa verdadeira. 1 - São síndromes de excesso de secreção de GH (hipersomatotrofismo) quase sempre decorrentes de adenoma hipofisário. li - Antes do fechamento das epífises, o resultado é o gigantismo. Mais tarde, o resultado é a acromegalia, que produz características faciais e outras distintas. Ili - O diagnóstico é clínico, por meio de radiografias de crânio e mãos e medida das concentrações de GH. IV - O tratamento envolve remoção ou destruição do adenoma responsável. Estão corretos os itens:

Alternativas

  1. A) I, II, IlI e IV.
  2. B) I, lI e IlI, apenas.
  3. C) I, IlI e IV, apenas.
  4. D) lI e III, apenas.

Pérola Clínica

Gigantismo = excesso GH pré-fechamento epífises; Acromegalia = excesso GH pós-fechamento. Ambos por adenoma hipofisário.

Resumo-Chave

O hipersomatotrofismo, seja gigantismo ou acromegalia, é quase sempre causado por um adenoma hipofisário secretor de GH. O diagnóstico envolve a clínica, exames de imagem (radiografias, RM de sela túrcica) e dosagem de GH/IGF-1, enquanto o tratamento visa a remoção ou controle do tumor.

Contexto Educacional

Gigantismo e acromegalia são síndromes de hipersomatotrofismo, caracterizadas pelo excesso de secreção do hormônio do crescimento (GH), quase sempre devido a um adenoma hipofisário. O gigantismo ocorre quando o excesso de GH se manifesta antes do fechamento das epífises ósseas, resultando em crescimento linear exagerado. Já a acromegalia se desenvolve após o fechamento epifisário, levando ao crescimento de tecidos moles e ossos acrais, com características faciais e corporais distintas, além de complicações sistêmicas significativas. O diagnóstico dessas condições é inicialmente clínico, baseado nas alterações fenotípicas. A confirmação laboratorial envolve a dosagem de IGF-1 (fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1), que reflete a secreção média de GH, e o teste de supressão do GH com sobrecarga oral de glicose, que é o padrão-ouro. Exames de imagem, como a ressonância magnética da sela túrcica, são cruciais para localizar e caracterizar o adenoma hipofisário responsável pela hipersecreção de GH. O tratamento visa normalizar os níveis de GH e IGF-1, reduzir o tamanho do tumor e aliviar os sintomas. A cirurgia transesfenoidal é a primeira linha de tratamento para a maioria dos pacientes. Em casos de falha cirúrgica, tumores irressecáveis ou contraindicações, opções como análogos da somatostatina, antagonistas do receptor de GH (pegvisomanto) e radioterapia podem ser empregadas. O manejo adequado é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares, metabólicas e musculoesqueléticas associadas ao hipersomatotrofismo.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças clínicas entre gigantismo e acromegalia?

O gigantismo se manifesta antes do fechamento das epífises ósseas, resultando em crescimento linear excessivo. A acromegalia ocorre após o fechamento epifisário, levando ao crescimento de tecidos moles e ossos acrais, com características faciais distintas.

Como é feito o diagnóstico de hipersomatotrofismo?

O diagnóstico é clínico, com suspeita baseada nas características físicas. É confirmado pela dosagem elevada de IGF-1 e pela não supressão do GH após teste oral de tolerância à glicose. Exames de imagem, como ressonância magnética da sela túrcica, são essenciais para localizar o adenoma.

Qual o tratamento de primeira linha para adenomas secretores de GH?

O tratamento de primeira linha é a ressecção cirúrgica transesfenoidal do adenoma hipofisário. Em casos de falha cirúrgica ou contraindicação, podem ser utilizados análogos da somatostatina, antagonistas do receptor de GH (pegvisomanto) ou radioterapia.

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