Acretismo Placentário: Manejo na Cesariana de Emergência

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024

Enunciado

Em relação ao acretismo placentário diagnosticado na cesariana de emergência, analise as assertivas a seguir:I. A histerotomia deve ser realizada fora da área placentária.II. A dequitação manual cuidadosa está indicada.III. A histerectomia será realizada com a placenta in situ. Quais estão corretas?

Alternativas

  1. A) Apenas I.
  2. B) Apenas II.
  3. C) Apenas I e III.
  4. D) I, II e III.

Pérola Clínica

Acretismo placentário: histerotomia fora da área placentária e histerectomia com placenta in situ são condutas corretas. Dequitação manual é contraindicada.

Resumo-Chave

No acretismo placentário, a tentativa de dequitação manual pode levar a hemorragia maciça e complicações graves. A conduta ideal, especialmente em casos invasivos, é a histerectomia com a placenta deixada in situ para evitar sangramento excessivo.

Contexto Educacional

O acretismo placentário, que inclui placenta acreta, increta e percreta, é uma condição obstétrica grave caracterizada pela aderência anormal da placenta ao miométrio. Sua incidência tem aumentado devido ao crescimento das taxas de cesarianas e placenta prévia. É crucial para residentes reconhecerem os fatores de risco e estarem preparados para o manejo adequado, que frequentemente envolve equipes multidisciplinares e planejamento pré-operatório. O diagnóstico pode ser suspeitado no pré-natal por ultrassonografia e ressonância magnética, mas muitas vezes é confirmado intraoperatoriamente. A fisiopatologia envolve a ausência ou deficiência da camada de Nitabuch, permitindo a invasão trofoblástica. O manejo cirúrgico é complexo e visa minimizar a perda sanguínea e preservar a vida materna, sendo a histerectomia com a placenta in situ a abordagem mais segura em muitos casos, especialmente em emergências. O prognóstico materno depende da rapidez e adequação do manejo da hemorragia. Complicações incluem hemorragia maciça, necessidade de transfusão sanguínea, lesão de órgãos adjacentes (bexiga, ureteres) e morbidade e mortalidade materna. O planejamento pré-operatório, com acesso venoso adequado, disponibilidade de hemoderivados e equipe cirúrgica experiente, é fundamental para otimizar os resultados.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para a histerotomia em caso de acretismo placentário?

A histerotomia deve ser realizada em uma área do útero que esteja livre da implantação placentária para minimizar o risco de sangramento excessivo e facilitar o acesso ao feto, evitando a manipulação direta da placenta.

Por que a dequitação manual é contraindicada no acretismo placentário?

A dequitação manual é contraindicada porque a placenta está aderida de forma anormal ao miométrio, e a tentativa de removê-la pode resultar em hemorragia maciça e incontrolável, colocando a vida da paciente em risco.

Quando a histerectomia com placenta in situ é indicada no acretismo?

A histerectomia com a placenta in situ é a conduta padrão em casos de acretismo placentário invasivo (increta ou percreta) ou quando há suspeita de acretismo e a tentativa de dequitação manual resultaria em hemorragia grave, visando preservar a vida da paciente.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo