SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
Gestante, 35 anos, G4P2(CES=2) A1, em gestação de 32 semanas e altura uterina de 27 cm. Foi realizar ultrassonografia de rotina que evidenciou acretismo placentário. São fatores de risco para acretismo placentário:
Cesariana prévia e placenta prévia são os maiores fatores de risco para acretismo placentário.
Os principais fatores de risco para acretismo placentário estão relacionados a traumas ou alterações na parede uterina, como cesariana prévia, curetagem uterina prévia, miomectomia e placenta prévia. A multiparidade também aumenta o risco, assim como a miometrite, que pode alterar a integridade do endométrio.
O acretismo placentário é uma condição grave caracterizada pela aderência anormalmente profunda da placenta à parede uterina, devido à ausência ou deficiência da decídua basal. Essa invasão pode variar de acreta (invasão do miométrio), increta (invasão profunda do miométrio) a percreta (invasão através do miométrio, podendo atingir órgãos adjacentes). A incidência de acretismo tem aumentado significativamente nas últimas décadas, paralelamente ao aumento das taxas de cesariana. Os fatores de risco mais importantes para o acretismo placentário incluem qualquer condição que altere a integridade do endométrio ou miométrio. A cesariana prévia é o fator de risco mais proeminente, especialmente quando associada à placenta prévia. Outros fatores relevantes são curetagens uterinas prévias, miomectomias ou outras cirurgias uterinas, multiparidade, idade materna avançada e placenta prévia. A miometrite, embora menos comum, também pode contribuir ao alterar a camada decidual. O diagnóstico pré-natal, geralmente por ultrassonografia e, em alguns casos, ressonância magnética, é fundamental para o planejamento do parto em um centro terciário com equipe multidisciplinar. O manejo do acretismo placentário é complexo e frequentemente envolve histerectomia periparto, devido ao alto risco de hemorragia maciça. Residentes devem estar cientes desses fatores de risco para identificar pacientes de alto risco e garantir o encaminhamento e manejo adequados.
Os principais fatores de risco incluem cesariana prévia, placenta prévia, curetagem uterina prévia, miomectomia e outras cirurgias uterinas, além de multiparidade e idade materna avançada.
A cesariana prévia cria uma cicatriz uterina que pode impedir a decídua basal de se formar adequadamente, permitindo que as vilosidades coriônicas invadam o miométrio.
O diagnóstico pré-natal do acretismo placentário é crucial para planejar o parto em um centro especializado, com equipe multidisciplinar e recursos para manejo de hemorragia maciça, reduzindo a morbimortalidade materna.
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