Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2020
Mulher é submetida à histerectomia-cesárea (subtotal) por placenta prévia centro total. Transcorridas 3 horas do procedimento, passa a apresentar sangramento via vaginal importante. O diagnóstico provável é:
Sangramento pós-histerectomia-cesárea por placenta prévia centro total → suspeitar de acretismo placentário residual.
Em casos de placenta prévia centro total, especialmente quando há histerectomia subtotal, o sangramento vaginal persistente pós-operatório deve levantar a forte suspeita de acretismo placentário residual, onde o tecido placentário invadiu o miométrio ou além, e não foi completamente removido.
A placenta prévia centro total é uma condição obstétrica de alto risco, caracterizada pela implantação da placenta sobre o orifício interno do colo uterino, cobrindo-o completamente. Esta condição está fortemente associada a uma complicação ainda mais grave: o acretismo placentário, onde há uma aderência anormalmente profunda da placenta à parede uterina. O acretismo pode ser classificado em acreta (invade o miométrio), increta (penetra no miométrio) ou percreta (atravessa o miométrio, podendo invadir órgãos adjacentes). Em casos de placenta prévia com suspeita ou confirmação de acretismo, a histerectomia cesárea (remoção do útero após o nascimento do bebê) é frequentemente a conduta de escolha para controlar a hemorragia maciça que pode ocorrer na tentativa de dequitação placentária. No entanto, mesmo após uma histerectomia subtotal, o sangramento vaginal importante e persistente no pós-operatório imediato deve levantar a forte suspeita de acretismo residual, especialmente se o tecido placentário invadiu o colo uterino ou outras áreas que não foram completamente removidas. Para residentes em Ginecologia e Obstetrícia, é crucial reconhecer que o sangramento pós-histerectomia em um contexto de placenta prévia é um sinal de alerta para acretismo não resolvido ou outras complicações graves. O manejo exige uma avaliação rápida, muitas vezes com exames de imagem e, se necessário, reintervenção cirúrgica para controlar a hemorragia, que pode ser fatal. A prevenção e o planejamento pré-operatório detalhado são essenciais para minimizar os riscos associados a essas condições complexas.
A placenta prévia, especialmente a centro total, é um dos principais fatores de risco para o acretismo placentário, uma condição onde a placenta adere anormalmente ao miométrio, dificultando sua separação após o parto.
Na histerectomia subtotal, parte do colo uterino ou segmento inferior pode ser mantida. Se houver acretismo nessas regiões ou se o tecido placentário invadiu profundamente e não foi totalmente excisado, pode ocorrer sangramento persistente.
Os tipos são acreta (invade miométrio), increta (penetra no miométrio) e percreta (atravessa o miométrio, podendo atingir órgãos adjacentes). A gravidade da invasão determina o risco de hemorragia e a complexidade do manejo cirúrgico.
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