HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Gestante com 28 semanas, G3P2AO (2 cesáreas prévias), com diagnóstico de placenta anterior de inserção baixa, chega à emergência com sangramento vermelho vivo em moderada quantidade na ausência de contrações uterinas. Encontra-se estável hemodinamicamente. Defina a melhor conduta:
Cesárea prévia + Placenta prévia/baixa = Alta suspeita de Acretismo Placentário.
Em gestantes com cicatrizes uterinas e placenta sobrejacente, a avaliação de invasão placentária (acretismo) via Doppler é mandatória para o planejamento do parto.
O espectro do acretismo placentário (PAS) representa uma das complicações mais graves da obstetrícia moderna, fortemente associada ao aumento das taxas de cesariana. Quando a placenta se implanta sobre uma cicatriz uterina anterior, as vilosidades coriônicas podem invadir o miométrio devido à ausência da decídua basal. O diagnóstico antenatal é o fator que mais reduz a morbimortalidade, pois permite o agendamento do parto em centros de referência com reserva de hemocomponentes e suporte cirúrgico avançado. O ultrassom com Doppler é a modalidade de primeira linha, apresentando alta sensibilidade para detectar sinais de aderência mórbida.
Os principais fatores são a presença de placenta prévia e o número de cesáreas anteriores. Em uma paciente com duas cesáreas prévias e placenta prévia, o risco de acretismo placentário aumenta drasticamente, exigindo investigação detalhada por imagem.
O Doppler permite visualizar a vascularização anômala na interface entre a placenta e o miométrio. Sinais como lacunas placentárias com fluxo turbulento, hipervascularização subplacentária e perda da zona hipoecoica retroplacentária são altamente sugestivos de invasão miometrial.
A conduta inicial envolve estabilização materna e avaliação da vitalidade fetal. Se a paciente estiver estável e o feto prematuro, o manejo é conservador. No entanto, a identificação de acretismo é crucial para planejar uma cesárea-histerectomia eletiva com equipe multidisciplinar.
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