UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Em relação ao acretismo placentário, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) Menos de 30% das mulheres com diagnóstico pré-natal de acretismo placentário apresenta-se com placenta prévia e um antecedente cirúrgico de, pelo menos, uma cirurgia uterina anterior, mais comumente a curetagem uterina pós-abortamento.( ) A incidência de placenta prévia acreta aumenta com o número de cesáreas anteriores.( ) Cirurgias ginecológicas anteriores (miomectomia, adesiólise uterina, ressecção septal) não estão associadas ao desenvolvimento de acretismo placentário em gestações subsequentes.( ) Transferência de embriões criopreservados é um fator de risco para acretismo placentário.( ) Grandes defeitos na cicatriz da cesárea podem levar ao desenvolvimento de gravidez na cicatriz da cesárea, que pode ser um precursor para o desenvolvimento de acretismo placentário.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Acretismo placentário: principal fator de risco é placenta prévia + cesárea anterior.
O acretismo placentário é uma condição grave onde a placenta se adere anormalmente à parede uterina. Seus principais fatores de risco incluem placenta prévia e o número crescente de cesáreas anteriores, além de outras cirurgias uterinas e tecnologias de reprodução assistida, como a transferência de embriões criopreservados.
O acretismo placentário é uma condição obstétrica de crescente incidência e alta morbimortalidade materna, caracterizada pela aderência anormalmente profunda da placenta à parede uterina. Sua importância clínica reside no risco de hemorragia maciça durante o parto, que pode levar à histerectomia e, em casos graves, ao óbito materno. O diagnóstico pré-natal é crucial para o planejamento do parto em um centro de referência. A fisiopatologia do acretismo envolve um defeito na decídua basal, que permite a invasão das vilosidades coriônicas no miométrio. Os principais fatores de risco são a placenta prévia e o antecedente de cirurgias uterinas, especialmente cesáreas. A incidência de placenta prévia acreta aumenta dramaticamente com o número de cesáreas anteriores. Outros fatores incluem curetagens uterinas, miomectomias, idade materna avançada e o uso de técnicas de reprodução assistida. O manejo do acretismo placentário exige uma equipe multidisciplinar e um plano de parto cuidadosamente elaborado, geralmente envolvendo uma cesariana com histerectomia programada. O reconhecimento dos fatores de risco e o diagnóstico ultrassonográfico pré-natal são essenciais para otimizar os resultados maternos e fetais. Residentes devem estar aptos a identificar pacientes de risco e a encaminhá-las para centros especializados.
Os principais fatores de risco para o acretismo placentário incluem placenta prévia, especialmente se associada a cesáreas anteriores, o número de cesáreas prévias, cirurgias uterinas anteriores (como miomectomia ou curetagem), idade materna avançada, multiparidade e o uso de tecnologias de reprodução assistida, como a transferência de embriões criopreservados.
O risco de acretismo placentário aumenta exponencialmente com o número de cesáreas anteriores, especialmente quando há placenta prévia. A cicatriz uterina da cesárea pode comprometer a decídua basal, permitindo que as vilosidades coriônicas invadam o miométrio, caracterizando o acretismo.
Sim, a gravidez na cicatriz de cesárea é considerada um precursor para o desenvolvimento de acretismo placentário. Isso ocorre porque o embrião se implanta em uma área de defeito miometrial, aumentando significativamente o risco de invasão trofoblástica anormal na parede uterina em gestações subsequentes.
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