PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
O acretismo placentário se caracteriza pela aderência anormal do trofoblasto ao miométrio uterino. Atualmente, se apresenta como uma etiologia de incidência crescente e de elevada letalidade por hemorragia. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que NAO apresenta fatores de risco para o acretismo placentário:
Acretismo placentário → FR: Cesariana prévia, placenta prévia, curetagem, miomectomia, FIV. Gravidez heterotópica e ITU NÃO são FR.
O acretismo placentário é a aderência anormal do trofoblasto ao miométrio uterino, com incidência crescente e alta letalidade por hemorragia. Fatores de risco incluem cirurgias uterinas prévias (cesariana, curetagem, miomectomia), placenta prévia e gestação por fertilização in vitro. Gravidez heterotópica e infecção do trato urinário não são considerados fatores de risco para acretismo.
O acretismo placentário é uma condição obstétrica grave caracterizada pela aderência anormal do trofoblasto ao miométrio uterino, podendo invadir a serosa (percreta) ou órgãos adjacentes. Sua incidência tem aumentado significativamente, principalmente devido ao aumento das taxas de cesariana. É uma das principais causas de hemorragia pós-parto grave e histerectomia, com alta morbimortalidade materna. O diagnóstico pré-natal é fundamental para o planejamento do parto e manejo multidisciplinar. Os fatores de risco mais importantes para o acretismo placentário incluem cirurgias uterinas prévias, como cesariana (o principal fator), curetagem uterina e miomectomia, que comprometem a integridade da parede uterina. Outros fatores relevantes são a placenta prévia (especialmente se sobreposta a uma cicatriz de cesariana), idade materna avançada, multiparidade, gestação por fertilização in vitro e síndromes de Asherman. A presença de múltiplos fatores de risco aumenta exponencialmente a probabilidade de acretismo. O manejo do acretismo placentário exige uma equipe multidisciplinar e planejamento cuidadoso. O tratamento definitivo geralmente envolve histerectomia no momento do parto, embora em casos selecionados e com desejo de preservar a fertilidade, abordagens conservadoras possam ser consideradas, com riscos significativos. A prevenção, através da redução de cesarianas desnecessárias, é a melhor estratégia a longo prazo.
Os principais fatores de risco incluem cesariana prévia, placenta prévia, curetagem uterina, miomectomia, outras cirurgias uterinas e gestação por fertilização in vitro.
A cesariana prévia cria uma cicatriz uterina que pode alterar a integridade do miométrio, facilitando a invasão do trofoblasto e a aderência anormal da placenta em gestações subsequentes.
A placenta prévia, especialmente quando associada a uma cicatriz uterina de cesariana anterior, é um dos maiores fatores de risco para o acretismo, pois a implantação sobre uma área de miométrio danificado favorece a invasão trofoblástica.
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