FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
As hemorragias da segunda metade da gestação respondem por uma parcela significativa de morbimortalidade materna e fetal. Com relação à conduta baseada na sua etiologia podemos afirmar que:
Placenta prévia com cicatriz uterina → alta suspeita de acretismo placentário, essencial para planejamento do parto e redução de morbimortalidade.
A placenta prévia, especialmente em gestantes com cicatrizes uterinas prévias (ex: cesariana), aumenta significativamente o risco de acretismo placentário. O diagnóstico precoce por ultrassom e, se necessário, ressonância magnética, é vital para um planejamento adequado do parto, que frequentemente envolve equipe multidisciplinar e pode culminar em histerectomia.
As hemorragias da segunda metade da gestação representam uma das principais causas de morbimortalidade materna e fetal. Dentre elas, a placenta prévia e o acretismo placentário são condições de grande relevância clínica. A placenta prévia é caracterizada pela inserção da placenta sobre ou muito próxima ao orifício interno do colo uterino, enquanto o acretismo placentário é a aderência anormal da placenta à parede uterina, podendo invadir o miométrio (increta) ou até mesmo a serosa e órgãos adjacentes (percreta). O principal fator de risco para o acretismo placentário é a presença de cicatrizes uterinas prévias, especialmente de cesarianas, em associação com placenta prévia. A cada cesariana anterior, o risco de acretismo aumenta exponencialmente. O diagnóstico pré-natal é crucial e geralmente feito por ultrassonografia, podendo ser complementado por ressonância magnética. A identificação precoce permite o planejamento adequado do parto, que deve ser realizado em centro terciário com equipe multidisciplinar. O manejo do acretismo placentário é complexo e visa minimizar a perda sanguínea e as complicações maternas. A histerectomia obstétrica é frequentemente necessária, especialmente em casos de incretismo e percretismo, para controlar a hemorragia. A ligadura das artérias ilíacas internas é uma técnica que pode ser utilizada em casos selecionados para reduzir o sangramento, mas não é o tratamento padrão para acretismo invasivo. A ocitocina e outros uterotônicos são contraindicados ou ineficazes no acretismo, pois a placenta não se descola.
O principal fator de risco é a presença de cicatrizes uterinas prévias (especialmente cesarianas) em associação com placenta prévia. O risco aumenta com o número de cesarianas anteriores.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia pré-natal, que pode ser complementada por ressonância magnética em casos selecionados para melhor avaliação da extensão da invasão.
O planejamento é crucial para minimizar a perda sanguínea e as complicações maternas. Deve ser realizado em centro terciário com equipe multidisciplinar, frequentemente envolvendo histerectomia obstétrica.
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