TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
De acordo com as últimas diretrizes brasileiras de prevenção cardiovascular, a meta de LDL para pacientes que possuem doença aterosclerótica significativa com ou sem eventos clínicos é de:
Risco Muito Alto (Aterosclerose significativa) → Meta LDL < 50 mg/dL.
Pacientes com doença aterosclerótica estabelecida (coronariana, cerebrovascular ou periférica) são classificados como de 'Muito Alto Risco', exigindo metas rigorosas de LDL.
A estratificação de risco cardiovascular é o pilar fundamental para a definição da intensidade da terapia hipolipemiante. Segundo a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, pacientes com evidência de placa aterosclerótica significativa ou eventos clínicos isquêmicos prévios entram na categoria de risco muito alto. Para este grupo, a meta de LDL-c foi reduzida para < 50 mg/dL, baseada em evidências de que níveis mais baixos de colesterol estão associados a uma maior estabilização de placas e redução significativa de novos eventos cardiovasculares e mortalidade.
Para pacientes classificados como de 'Alto Risco' (aqueles que não têm doença clínica estabelecida, mas possuem escore de risco elevado ou condições como diabetes com estratificadores de risco), a meta de LDL-c é inferior a 70 mg/dL.
São considerados de risco muito alto os pacientes com doença aterosclerótica clinicamente manifesta (infarto prévio, angina, AVC, ataque isquêmico transitório, claudicação intermitente) ou com obstrução arterial significativa (≥ 50%) detectada por exames de imagem.
Além de buscar a meta absoluta (ex: < 50 mg/dL), as diretrizes recomendam que o tratamento com estatinas e outras terapias deve promover uma redução de pelo menos 50% em relação ao valor basal de LDL-c do paciente.
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