Diagnóstico Clínico do Tracoma Folicular (Critérios OMS)

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008

Enunciado

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o diagnóstico clínico do tracoma na fase folicular (TF) é realizado por meio de:

Alternativas

  1. A) Exame ocular realizado à lâmpada de fenda, com 10 aumentos de magnificação, e observação de 5 ou mais folículos na conjuntiva tarsal inferior
  2. B) Exame ocular com auxílio de lupa óptica de 5 aumentos de magnificação, realizado à luz solar ou com foco luminoso e observação de no mínimo 10 folículos na conjuntiva tarsal inferior
  3. C) Exame ocular com auxílio de lupa óptica de 2 aumentos de magnificação, realizado à luz solar ou com foco luminoso e observação de 5 ou mais folículos na conjuntiva tarsal superior exposta pela eversão palpebral
  4. D) Exame ocular realizado à lâmpada de fenda, com 16 aumentos de magnificação e presença de cicatrizes na conjuntiva tarsal superior associadas à dificuldade na observação dos vasos tarsais profundos normais

Pérola Clínica

Tracoma TF = ≥ 5 folículos (≥ 0,5mm) na conjuntiva tarsal superior (lupa 2-5x).

Resumo-Chave

O diagnóstico de tracoma folicular (TF) pela OMS é clínico, baseado na observação de pelo menos 5 folículos na conjuntiva tarsal superior com auxílio de lupa simples.

Contexto Educacional

O tracoma é causado pela bactéria Chlamydia trachomatis (sorotipos A, B, Ba e C) e permanece como a principal causa infecciosa de cegueira no mundo. A fase folicular (TF) representa a inflamação ativa, comum em crianças. Infecções repetidas levam à cicatrização conjuntival (TS), que pode evoluir para triquíase (TT) e opacidade corneana (CO). O entendimento dos critérios clínicos é vital para residentes que atuam em áreas de vigilância epidemiológica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de Tracoma Folicular (TF)?

De acordo com a classificação simplificada da OMS, o Tracoma Folicular (TF) é definido pela presença de 5 ou mais folículos na conjuntiva tarsal superior central. Cada folículo deve ter pelo menos 0,5 mm de diâmetro. O exame deve ser realizado com auxílio de uma lupa de 2 a 5 aumentos e iluminação adequada (luz solar ou foco luminoso).

Por que a eversão palpebral é necessária no exame do tracoma?

A eversão palpebral é indispensável porque as alterações diagnósticas do tracoma, tanto na fase inflamatória (folículos) quanto na fase cicatricial, localizam-se predominantemente na conjuntiva tarsal superior. Sem a eversão, é impossível visualizar a área necessária para aplicar os critérios da OMS.

Qual a importância da classificação simplificada da OMS?

A classificação simplificada foi criada para permitir que profissionais de saúde não-oftalmologistas possam diagnosticar e mapear a prevalência do tracoma em áreas endêmicas. Ela foca em sinais clínicos facilmente identificáveis (TF, TI, TS, TT, CO) para guiar as intervenções da estratégia SAFE (Cirurgia, Antibióticos, Limpeza Facial e Melhoria Ambiental).

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