SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2026
De acordo com a literatura médica, alucinose pode ser definida como:
Alucinose = Percepção sem objeto + Crítica preservada (paciente sabe que é irreal).
A alucinose é um fenômeno sensoperceptivo onde o indivíduo percebe algo inexistente, mas mantém o juízo de realidade, reconhecendo o fenômeno como patológico.
Na semiologia psiquiátrica e neurológica, a diferenciação dos distúrbios da sensopercepção é crucial. A alucinose caracteriza-se por uma experiência sensorial vívida na ausência de estímulo externo, porém, ao contrário da alucinação típica das psicoses, o paciente mantém o distanciamento crítico. Ele consegue identificar que o que vê ou ouve é fruto de uma disfunção e não da realidade externa. Esse achado frequentemente aponta para etiologias 'orgânicas' (neurológicas ou tóxico-metabólicas) em vez de transtornos mentais primários como a esquizofrenia.
Na alucinação, o paciente tem convicção de que a percepção é real (ausência de crítica). Na alucinose, o paciente percebe o fenômeno, mas reconhece que ele não é real (presença de crítica).
A ilusão é a percepção deformada de um objeto real e presente. Diferente da alucinose e alucinação, na ilusão existe um estímulo externo que é interpretado erroneamente.
É comum em quadros orgânicos, como lesões neurológicas (alucinose peduncular), distúrbios sensoriais periféricos ou quadros de abstinência de substâncias, onde a consciência não está totalmente comprometida.
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