Migrânea: Características Clínicas e Diagnóstico

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) (World Health Organization, 2011, Geneva), a cefaleia representa um dos motivos mais frequentes de consultas médicas, constando-se a migrânea entre as vinte doenças mais incapacitantes. Sobre cefaleias, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Cefaleias primárias ocorrem quando há um mecanismo bem determinado passível de provocá-la, como cefaleia atribuída à meningite bacteriana. As cefaleias primárias não ocorrem quando existem condições cujos mecanismos são eminentemente neuroquímicos. 
  2. B) Tipicamente, a crise de migrânea se caracteriza por cefaleia de intensidade moderada a forte, predominante em um dos lados da cabeça, com caráter pulsátil e que piora com os esforços físicos. Frequentemente, associa-se à náusea, vômitos, fotofobia e fonofobia.
  3. C) Em comparação com a migrânea episódica, a forma crônica proporciona menores incapacidades, impacto na qualidade de vida, utilização do sistema de saúde e número de comorbidades.
  4. D) Estudos que avaliaram pacientes portadores de migrânea crônica com uso excessivo de analgésicos mostraram que o topiramato em doses relativamente baixas (50 mg a 100 mg/dia) não reduziu a frequência dos dias com dor.
  5. E) O uso em gotas sublinguais da clorpromazina e do haloperidol não apresenta boa resposta no tratamento sintomático das crises de cefaleia, considerando-se que, nesta via, as drogas não apresentam rápida absorção e nem menor metabolismo de primeira passagem.

Pérola Clínica

Crise de migrânea: cefaleia moderada/forte, unilateral, pulsátil, piora com esforço, náusea/vômito, foto/fonofobia.

Resumo-Chave

A migrânea é uma cefaleia primária com características clínicas bem definidas. É importante diferenciá-la de cefaleias secundárias e reconhecer os sintomas associados para um diagnóstico correto e manejo adequado, que pode incluir tratamento agudo e profilático.

Contexto Educacional

A cefaleia é uma das queixas mais comuns na prática médica, e a migrânea (enxaqueca) destaca-se como uma das vinte doenças mais incapacitantes globalmente. É crucial para residentes e estudantes de medicina dominar o diagnóstico e manejo das cefaleias, especialmente as primárias, que não possuem uma causa estrutural subjacente. A migrânea, por exemplo, é uma cefaleia primária de origem neuroquímica, caracterizada por crises recorrentes. O diagnóstico da migrânea é essencialmente clínico, baseado nas características da dor e sintomas associados. Tipicamente, a crise se manifesta com cefaleia de intensidade moderada a forte, frequentemente unilateral, com caráter pulsátil e que piora com esforços físicos. Sintomas como náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia são frequentemente associados, auxiliando na diferenciação de outros tipos de cefaleia. A identificação desses sinais é fundamental para um manejo adequado. O tratamento da migrânea envolve abordagens agudas e profiláticas. No tratamento agudo, o objetivo é aliviar a dor e os sintomas associados. Para casos mais graves ou refratários, medicações como clorpromazina e haloperidol podem ser utilizadas, inclusive por vias que garantam rápida absorção e menor metabolismo de primeira passagem, como a sublingual ou parenteral. A prevenção, por sua vez, pode envolver medicamentos como o topiramato, que em doses adequadas, pode reduzir a frequência e intensidade das crises, inclusive em casos de migrânea crônica com uso excessivo de analgésicos.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para migrânea?

A migrânea é diagnosticada clinicamente pela presença de cefaleia com pelo menos duas das seguintes características: unilateralidade, caráter pulsátil, intensidade moderada a grave, piora com atividade física rotineira; e pelo menos um dos seguintes: náuseas/vômitos, fotofobia e fonofobia.

Qual a diferença entre cefaleia primária e secundária?

Cefaleias primárias são doenças em si, sem uma causa estrutural ou outra condição subjacente (ex: migrânea, cefaleia tensional). Cefaleias secundárias são sintomas de outra doença (ex: meningite, tumor cerebral).

Quais medicamentos são usados no tratamento agudo da migrânea?

No tratamento agudo, podem ser usados analgésicos comuns, AINEs, triptanos, antieméticos e, em casos refratários, medicações como clorpromazina ou haloperidol por via parenteral.

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