SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
Em uma consulta agendada no centro de saúde, Fábio, 27 anos, homem, cisheterossexual, vem pedindo para fazer exames de rotina. Está assintomático e nega doenças crônicas. Após você verificar e explicar que o exame de rastreamento indicado para ele seriam sorologias para infecções sexualmente transmissíveis, você realiza os testes rápidos para hepatite B, hepatite C, sífilis e HIV. Ao avaliar os resultados, o exame de HIV está positivo e os demais testes negativos. Você comunica o resultado positivo do primeiro teste rápido de HIV e informa que é necessário realizar um segundo teste rápido de outra metodologia para confirmar o diagnóstico. A partir deste momento, o paciente desconfia do resultado, fala que está em um relacionamento estável e diz ser impossível que tenha HIV. Durante toda a consulta, permanece desatento e impaciente, dizendo diversas vezes que está com pressa e que precisa ir embora. Considerando que você ainda não realizou a coleta do segundo teste rápido confirmatório de HIV, a melhor conduta seria:
Resultado HIV positivo (primeiro teste) + paciente impaciente/desconfiado → Priorizar acolhimento, explorar sentimentos, informar gradualmente, e flexibilizar retorno para confirmação.
A comunicação de um diagnóstico potencialmente impactante como o HIV exige sensibilidade e respeito ao tempo e à capacidade de assimilação do paciente. Diante de desconfiança e impaciência, é crucial acolher, validar os sentimentos e oferecer informações de forma gradual, priorizando a relação médico-paciente e a adesão futura ao cuidado.
A comunicação de um diagnóstico de HIV é um momento crítico na prática médica, exigindo não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades de comunicação e empatia. O paciente pode experimentar uma gama de emoções, desde negação e choque até raiva e medo, o que pode impactar sua capacidade de processar informações e aderir ao cuidado. Neste cenário, onde o paciente demonstra desconfiança e impaciência, a abordagem deve priorizar o acolhimento e o respeito ao seu tempo. É fundamental iniciar a conversa perguntando sobre seus sentimentos e pensamentos, permitindo que ele expresse suas preocupações. A informação sobre a doença e a necessidade do teste confirmatório deve ser oferecida de forma gradual, respeitando o desejo do paciente sobre o quanto ele deseja saber naquele momento. Forçar a aceitação do diagnóstico ou a realização imediata de exames pode gerar resistência e afastar o paciente do serviço de saúde. Oferecer a possibilidade de um retorno para o teste confirmatório demonstra flexibilidade e respeito, fortalecendo a relação médico-paciente e aumentando as chances de adesão futura ao tratamento e acompanhamento. A ética e a sensibilidade são pilares nesse processo.
O aconselhamento é fundamental para fornecer informações sobre a doença, formas de transmissão, prevenção, e para oferecer suporte emocional, auxiliando o paciente a lidar com o resultado e a tomar decisões informadas.
É essencial validar os sentimentos do paciente, oferecer um ambiente de escuta ativa, reforçar a confidencialidade e explicar a necessidade de testes confirmatórios, sem forçar a aceitação imediata.
Após um teste rápido positivo, é mandatório realizar um segundo teste rápido com metodologia diferente ou um teste laboratorial confirmatório (como Western Blot ou PCR) para confirmar o diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento.
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