CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
O., 22 anos, sexo masculino, comparece a uma consulta em sua UBS com resultado de um teste rápido de HIV que havia solicitado da enfermeira, uma vez que começara um relacionamento recente e queria saber se “estava tudo bem”. O resultado do exame era:Ao ver este resultado você sentiu um frio na barriga: preciso informar ao paciente que o exame está reagente. E agora?”Qual das alternativas a seguir descreve uma técnica correta para informar o resultado alterado do exame ao paciente?
Ao comunicar diagnóstico de HIV, primeiro entenda as expectativas e motivos do paciente para o teste, promovendo acolhimento e escuta ativa.
A comunicação de um diagnóstico de HIV reagente exige sensibilidade e uma abordagem centrada no paciente. É fundamental iniciar a conversa compreendendo o contexto e as expectativas do paciente, criando um ambiente de confiança e acolhimento antes de transmitir a notícia.
A comunicação de um diagnóstico de HIV reagente é um momento delicado e crucial na prática médica, exigindo do profissional habilidades de comunicação, empatia e conhecimento ético. A forma como essa notícia é transmitida pode impactar significativamente a adesão do paciente ao tratamento e seu bem-estar psicossocial a longo prazo. A abordagem ideal é centrada no paciente. Antes de revelar o resultado, é fundamental estabelecer um ambiente de confiança e acolhimento. Isso inclui perguntar ao paciente sobre seus motivos para realizar o teste, suas expectativas e seu entendimento sobre o HIV. Essa etapa permite ao médico avaliar o nível de conhecimento do paciente, suas preocupações e seu suporte social, preparando o terreno para uma comunicação mais eficaz e menos traumática. Após a comunicação do resultado, o médico deve oferecer informações claras e objetivas sobre o HIV, as opções de tratamento, a importância da adesão e os recursos de apoio disponíveis. É essencial permitir que o paciente expresse suas emoções, sem julgamentos ou culpabilização, e garantir que ele se sinta amparado e informado sobre os próximos passos, incluindo o encaminhamento para acompanhamento especializado e suporte psicossocial.
Compreender os motivos ajuda o profissional a contextualizar a notícia, antecipar reações emocionais, oferecer suporte adequado e direcionar o aconselhamento de forma mais eficaz e empática.
Os princípios incluem confidencialidade, autonomia do paciente, não maleficência, beneficência, e uma comunicação clara, honesta e empática, respeitando a dignidade e os direitos do indivíduo.
O médico deve acolher as emoções do paciente, permitindo que ele as expresse, oferecendo suporte psicológico, informações claras sobre os próximos passos e encaminhamento para serviços de apoio, sem tentar impedir ou minimizar o impacto emocional.
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