HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2022
Josefina é uma paciente que mora em uma região de baixa renda. Ela é acompanhada desde a infância na UBS. Hoje ela tem 24 anos e procura o médico chorosa, pois há alguns dias realizou o teste de gravidez que veio positivo. Refere atraso menstrual de 10 semanas e pretende interromper a gestação. Já entrou na internet e verificou onde conseguir as medicações. Tem apoio de uma amiga muito próxima com quem tem conversado bastante há vários dias. Está muito preocupada com medo de que sua família e seu ex-namorado, com quem já terminou o relacionamento, descubram a gravidez. Considerando as Diretrizes do Ministério da Saúde e o Código de Etica Médica, deve-se acolher Josefina em:
Em caso de gravidez indesejada e intenção de abortar, o médico deve acolher, manter sigilo e orientar sobre riscos, sem julgar.
O médico deve acolher a paciente em seu sofrimento, manter o sigilo absoluto, e oferecer informações sobre os riscos de métodos abortivos inseguros, além de discutir alternativas e apoio psicológico, sem julgamento ou denúncia.
O caso de Josefina aborda um tema complexo e sensível na prática médica: a gravidez indesejada e a intenção de interrupção da gestação. Conforme as Diretrizes do Ministério da Saúde e o Código de Ética Médica, o papel do profissional de saúde é, primeiramente, o de acolher a paciente em seu sofrimento, sem julgamentos. É fundamental estabelecer um vínculo de confiança e garantir o sigilo absoluto das informações, um direito inalienável da paciente. Mesmo que a interrupção da gestação seja criminalizada no Brasil (exceto em casos específicos de risco de vida da mãe, estupro e anencefalia), o médico tem o dever ético de oferecer informações claras e imparciais sobre os riscos associados a métodos abortivos inseguros. Esta orientação visa a redução de danos, protegendo a saúde e a vida da mulher, que muitas vezes recorre a procedimentos clandestinos por falta de informação e apoio. O profissional deve explorar todas as opções com a paciente, incluindo a possibilidade de levar a gestação adiante e o suporte disponível para isso. Para residentes, é crucial desenvolver a capacidade de lidar com essas situações com empatia, ética e conhecimento das leis e diretrizes. O foco deve ser sempre no bem-estar e na autonomia da paciente, oferecendo um espaço seguro para que ela possa expressar suas angústias e tomar decisões informadas, dentro dos limites legais e éticos da profissão.
O médico deve acolher a paciente, manter o sigilo, oferecer apoio psicológico e informar sobre os riscos de métodos inseguros, além de discutir as opções legais e de suporte disponíveis.
Sim, o sigilo médico é um pilar fundamental da relação médico-paciente e deve ser mantido em todas as circunstâncias, incluindo casos de gravidez indesejada e intenção de aborto.
O Código de Ética Médica proíbe o médico de praticar aborto, salvo nos casos previstos em lei (risco de vida da mãe, estupro, anencefalia). No entanto, preconiza o acolhimento e a orientação à paciente.
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