ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma primípara comparece à consulta de puericultura com seu filho de 2 meses. Durante a consulta, o pediatra percebe que ela está prestes a abandonar o aleitamento materno exclusivo e conduz a conversa de forma a mantê-lo.Nessa conversa é importante ser empático, evitando:
Aconselhamento em amamentação: evite julgamento e subestimação dos sentimentos maternos.
Em uma conversa sobre aleitamento materno, o profissional de saúde deve sempre demonstrar empatia e valorizar os sentimentos da mãe, evitando qualquer forma de julgamento ou subestimação que possa minar a confiança e a adesão ao aleitamento.
O aleitamento materno exclusivo (AME) é a forma ideal de alimentação para lactentes nos primeiros seis meses de vida, com benefícios comprovados para a saúde da mãe e do bebê. No entanto, muitas mães enfrentam desafios que podem levar ao desmame precoce. O papel do profissional de saúde, especialmente em consultas de puericultura, é fundamental para apoiar e encorajar a manutenção do AME. A comunicação empática é a pedra angular do aconselhamento em amamentação. Isso significa ouvir ativamente as preocupações da mãe, validar seus sentimentos e experiências, e oferecer apoio e informações de forma não julgadora. Evitar frases que possam ser interpretadas como críticas ou que subestimem as dificuldades da mãe é crucial para construir uma relação de confiança e promover a adesão ao aleitamento. O objetivo não é impor o aleitamento, mas sim capacitar a mãe com informações e suporte para que ela possa tomar decisões informadas e se sentir confiante em sua capacidade de amamentar. Isso envolve fazer perguntas abertas, explorar as percepções da mãe, e fornecer soluções práticas para os desafios identificados, sempre com respeito e compreensão.
Os princípios incluem escuta ativa, validação dos sentimentos da mãe, ausência de julgamento, uso de perguntas abertas, e oferecimento de informações e apoio de forma respeitosa e não impositiva.
O pediatra deve primeiro ouvir as preocupações da mãe sem interrupção, identificar as causas das dificuldades (ex: dor, pega incorreta, percepção de pouco leite), oferecer soluções práticas e encorajamento, e encaminhar para apoio especializado se necessário.
Para o bebê, reduz o risco de infecções, alergias, obesidade e melhora o desenvolvimento cognitivo. Para a mãe, auxilia na involução uterina, reduz o risco de câncer de mama e ovário, e fortalece o vínculo mãe-bebê.
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