Partograma: Quando Iniciar e Como Interpretar na Prática

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2022

Enunciado

Em acompanhamento de trabalho de parto a termo, uma parturiente encontra-se com três contrações uterinas a cada 10 minutos. A vitalidade fetal está boa e a dilatação cervical é de 5cm. Após algum tempo, constata-se colo completamente dilatado, bolsa rota, 5 contrações uterinas a cada 10 minutos, batimentos cardiofetais em 80bpm. A apresentação fetal encontra-se em –3, variedade de posição Occipto púbica.Indique o momento no qual o partograma deve ser aberto. 

Alternativas

  1. A) No início do período de dilatação.
  2. B) No início do período expulsivo.
  3. C) Na fase ativa do trabalho de parto.
  4. D) Na admissão da parturiente no centro obstétrico.

Pérola Clínica

O partograma deve ser iniciado obrigatoriamente na fase ativa do trabalho de parto.

Resumo-Chave

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução da dilatação e descida fetal, devendo ser aberto quando a paciente atinge a fase ativa (contrações regulares e dilatação significativa).

Contexto Educacional

O partograma é uma representação visual do trabalho de parto que permite a detecção precoce de desvios da normalidade, como o parto prolongado ou distocias funcionais e mecânicas. Sua utilização reduz a necessidade de intervenções desnecessárias quando bem interpretado e melhora os desfechos perinatais ao sinalizar quando a intervenção (como a correção da dinâmica ou a indicação de cesárea) é realmente necessária. A fase ativa é o período em que ocorre a dilatação mais rápida do colo uterino. Antes disso, na fase latente, as mudanças cervicais são lentas e o tempo de duração é muito variável, por isso não se recomenda o uso do partograma nesse estágio inicial. No cenário da questão, embora existam sinais de alerta (bradicardia fetal e apresentação alta), a pergunta foca especificamente no protocolo de abertura do gráfico.

Perguntas Frequentes

O que define o início da fase ativa do parto?

Tradicionalmente, a fase ativa era definida por uma dilatação cervical de 3 a 4 cm associada a contrações rítmicas e intensas. No entanto, evidências mais recentes e diretrizes da OMS sugerem que a fase ativa pode ser considerada a partir de 5 a 6 cm de dilatação, momento em que a velocidade de dilatação aumenta significativamente. Para fins de prova e protocolos assistenciais clássicos, a marca de 4 cm com dinâmica uterina efetiva (2-3 contrações em 10 minutos) é o critério mais utilizado para a abertura do partograma.

Quais parâmetros são registrados no partograma?

O partograma registra a dilatação cervical (em centímetros), a altura da apresentação fetal (planos de De Lee), a variedade de posição, a frequência e intensidade das contrações uterinas, a frequência cardíaca fetal, a integridade das membranas (bolsa íntegra ou rota) e o aspecto do líquido amniótico. Além disso, podem ser anotados o uso de ocitocina, medicamentos ou analgesia, permitindo uma visão holística da progressão do trabalho de parto ao longo do tempo.

Como identificar uma parada secundária da dilatação?

A parada secundária da dilatação é diagnosticada quando a dilatação cervical permanece a mesma em dois exames de toque sucessivos realizados com um intervalo de pelo menos 2 horas, durante a fase ativa do trabalho de parto. No partograma, isso é visualizado quando a curva de dilatação cruza a linha de alerta e atinge a linha de ação, ou simplesmente quando a linha torna-se horizontal. É fundamental avaliar a dinâmica uterina antes de confirmar a distocia, pois a hipossistolia é uma causa reversível comum.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo