PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Você atende na UBS paciente de 42 anos que apresenta os seguintes exames: Citologia cervical: Lesão intraepitelial de alto grau (HSIL). Biópsia de colo: Neoplasia intraepitelial grau III (NIC III). Foi submetida à conização há 45 dias e a peça cirúrgica apresenta o seguinte laudo: Neoplasia intraepitelial grau III (NIC III). Ausência de sinais de invasão com margens cirúrgicas livres A MELHOR CONDUTA para acompanhamento pós-conização é realizar:
Pós-conização com margens livres para NIC III → citologia 6 e 12 meses, depois anual por 5 anos.
O acompanhamento pós-conização com margens livres é crucial para detectar recidivas. A citologia cervical em intervalos específicos é a principal ferramenta de rastreamento, garantindo a vigilância adequada e a detecção precoce de novas lesões.
A neoplasia intraepitelial cervical grau III (NIC III) é uma lesão precursora de alto grau para o câncer de colo uterino, sendo a conização o tratamento de escolha para remover a lesão. O sucesso do tratamento é avaliado pela ausência de invasão e, idealmente, por margens cirúrgicas livres, o que indica a remoção completa da lesão visível. Mesmo com margens livres, há um risco de persistência ou recorrência da doença, justificando um acompanhamento rigoroso. As diretrizes nacionais e internacionais recomendam citologias cervicais em intervalos curtos nos primeiros anos pós-procedimento. O objetivo é identificar precocemente qualquer lesão residual ou nova lesão, permitindo intervenção rápida e evitando a progressão para câncer invasivo. O protocolo de acompanhamento geralmente envolve citologias aos 6 e 12 meses após a conização. Se ambas forem negativas, o rastreamento pode ser anual até completar cinco anos do tratamento. Após esse período, se a paciente permanecer sem evidência de doença, ela pode retornar ao rastreamento trienal, conforme a população geral, mas sempre mantendo a vigilância devido ao histórico de lesão de alto grau.
Após conização por NIC III com margens livres, a recomendação é realizar citologias aos 6 e 12 meses. Se ambas forem negativas, o acompanhamento deve ser anual até completar cinco anos do tratamento, retornando ao rastreamento trienal se persistir sem lesões.
Margens cirúrgicas livres após conização significam que a lesão foi completamente removida e não há células neoplásicas nas bordas da peça cirúrgica. Isso indica um tratamento bem-sucedido, mas não elimina o risco de recorrência, exigindo acompanhamento.
A repetição da conização ou outro tratamento é considerada se houver persistência ou recorrência da lesão de alto grau (HSIL/NIC II/III) no acompanhamento pós-conização, especialmente se as margens cirúrgicas iniciais não forem livres.
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