INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um paciente com Trissomia do 21 (T21) é atendido na unidade básica de saúde para realizar puericultura no 7.o mês de vida. Sua genitora apresenta alguns exames que são registrados no prontuário: ecocardiograma realizado ao nascimento sem qualquer alteração; e hemograma e dosagem dos hormônios tireoidianos solicitados na consulta do 6.o mês, que apresentam valores dentro das referências para a idade.Ao exame físico, observa-se, além das características fenotípicas do paciente, apenas hipotonia global e instabilidade do quadril.Nesse caso, de acordo com o que as diretrizes de acompanhamento ao paciente com T21 recomendam, qual é a conduta médica adequada?
T21 com hipotonia e instabilidade do quadril → USG de quadril e avaliação ortopédica.
Pacientes com Trissomia do 21 apresentam maior risco de instabilidade articular, incluindo a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ), devido à hipotonia e frouxidão ligamentar. A instabilidade do quadril ao exame físico é um sinal de alerta que demanda investigação imediata com ultrassonografia e encaminhamento ao ortopedista pediátrico, mesmo com exames cardíacos e tireoidianos normais.
A Trissomia do 21 (Síndrome de Down) é a cromossomopatia mais comum, associada a diversas comorbidades que exigem um acompanhamento pediátrico multidisciplinar e proativo. A puericultura desses pacientes deve seguir diretrizes específicas que abordam desde problemas cardíacos congênitos e hipotireoidismo até questões oftalmológicas, auditivas e ortopédicas. A identificação precoce de alterações é crucial para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida. A hipotonia global e a frouxidão ligamentar são características marcantes da Síndrome de Down, contribuindo para um maior risco de instabilidade articular, incluindo a displasia do desenvolvimento do quadril (DDQ) e a instabilidade atlantoaxial. A DDQ, se não diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a dor, claudicação e osteoartrose precoce. O exame físico cuidadoso, buscando sinais como instabilidade, limitação da abdução ou assimetria, é essencial para levantar a suspeita. Diante da suspeita de instabilidade do quadril em um lactente com T21, a conduta imediata é a realização de ultrassonografia do quadril para confirmar o diagnóstico de DDQ e o encaminhamento a um ortopedista pediátrico. O tratamento pode variar desde o uso de suspensórios de Pavlik em casos leves até intervenções cirúrgicas em situações mais graves, visando a centralização da cabeça femoral no acetábulo e o desenvolvimento adequado da articulação.
Pacientes com Trissomia do 21 frequentemente apresentam hipotonia, frouxidão ligamentar e alterações ósseas, predispondo a condições como displasia do desenvolvimento do quadril, instabilidade atlantoaxial, pé plano e escoliose. O rastreamento precoce é crucial.
A ultrassonografia de quadril é indicada em lactentes com Síndrome de Down que apresentem fatores de risco ou achados suspeitos ao exame físico, como instabilidade do quadril, limitação da abdução ou assimetria de pregas. Alguns protocolos recomendam rastreamento universal.
O ortopedista pediátrico é fundamental no acompanhamento de crianças com Síndrome de Down para rastrear, diagnosticar e tratar precocemente as alterações musculoesqueléticas. A intervenção oportuna pode prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.
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