SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2023
A insuficiência Renal Crónica é um problema de saúde pública, estando sua incidência e prevalência aumentando nos últimos anos. A Atenção Primária à Saúde tem um papel importante na identificação e manejo dos pacientes portadores de Insuficiência Renal Crónica. Sobre o acompanhamento desses pacientes na Atenção Primária à Saúde, pode-se afirmar que:
IRC estágios iniciais (G1-G3a) com TFG leve/moderada → acompanhamento na APS, com foco em controle de comorbidades.
A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel fundamental no manejo da Insuficiência Renal Crônica (IRC), especialmente nos estágios iniciais (G1 a G3a), onde a taxa de filtração glomerular (TFG) apresenta redução leve a moderada. Nesses casos, o acompanhamento pode ser feito exclusivamente na APS, focando no controle de fatores de risco e comorbidades para retardar a progressão da doença.
A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é um desafio de saúde pública crescente, com impacto significativo na morbimortalidade. A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel central na prevenção, rastreamento e manejo inicial da IRC, sendo a porta de entrada para o sistema de saúde. A identificação precoce de pacientes de risco (diabéticos, hipertensos, idosos) e a monitorização da função renal são essenciais para retardar a progressão da doença. O acompanhamento na APS envolve o controle rigoroso de fatores de risco modificáveis, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e obesidade. A educação do paciente sobre hábitos de vida saudáveis, dieta e adesão à medicação é fundamental. A avaliação da taxa de filtração glomerular (TFG) e da albuminúria são os principais marcadores para estadiamento e monitoramento da IRC, guiando as decisões sobre o manejo e o momento do encaminhamento ao especialista. Pacientes em estágios iniciais (G1 a G3a) podem ser bem manejados na APS, com foco na estabilização da função renal e prevenção de complicações. O encaminhamento para a nefrologia é reservado para estágios mais avançados (G3b em diante), progressão rápida, complicações específicas ou necessidade de planejamento de terapia renal substitutiva. A colaboração entre a APS e a nefrologia é vital para garantir um cuidado contínuo e integrado ao paciente com IRC.
Pacientes com Insuficiência Renal Crônica nos estágios G1 a G3a, que apresentam redução leve a moderada na taxa de filtração glomerular (TFG entre 45-90 mL/min/1.73m²) e sem sinais de progressão rápida ou complicações graves, podem ser acompanhados exclusivamente na Atenção Primária à Saúde. O foco é no controle de comorbidades como hipertensão e diabetes.
O encaminhamento para o nefrologista é indicado em estágios mais avançados da IRC (G3b, G4, G5), progressão rápida da doença, presença de proteinúria significativa, anemia renal, distúrbios do metabolismo ósseo e mineral, ou em casos de IRC de causa desconhecida. Também é necessário para planejamento de terapia renal substitutiva.
O controle rigoroso da hipertensão arterial sistêmica é crucial na IRC, pois a hipertensão é tanto uma causa quanto uma consequência da doença renal. Manter a pressão arterial dentro das metas recomendadas ajuda a retardar a progressão da lesão renal, proteger a função cardiovascular e reduzir o risco de eventos adversos.
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