Hanseníase: Acompanhamento e Profilaxia de Contactantes

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019

Enunciado

Maria Clara, portadora de Hanseníase, encontra-se com PQT/MB. Trouxe seu esposo à UBS para avaliação. Ele, por ser contactante, precisa fazer o exame físico dermatoneurológico. Após a consulta, encontra-se assintomático e normal. Com base nesse caso, o acompanhamento do contactante deve se dar em qual periodocidade, em qual tempo e com qual conduta?

Alternativas

  1. A) Semestralmente, durante quatro anos e fazer uso de isoniazida 300 mg vo por dia, por 6 meses.
  2. B) Semestralmente, durante dois anos com reavaliação.
  3. C) Anualmente, durante três anos e administrar tríplice.
  4. D) Anualmente, durante cinco anos e administrar BCG.

Pérola Clínica

Contactante de Hanseníase assintomático → Acompanhamento anual por 5 anos + BCG (se não vacinado ou cicatriz duvidosa).

Resumo-Chave

O acompanhamento de contactantes de hanseníase é crucial para detecção precoce e interrupção da cadeia de transmissão. A vacina BCG confere proteção parcial e é indicada para contactantes sem cicatriz vacinal ou com cicatriz duvidosa, reforçando a imunidade contra o Mycobacterium leprae.

Contexto Educacional

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. O manejo de contactantes, ou seja, pessoas que convivem ou conviveram com pacientes de hanseníase, é uma estratégia fundamental de controle da doença. Para contactantes assintomáticos e com exame físico dermatoneurológico normal, a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde no Brasil inclui o acompanhamento clínico anual por cinco anos. Durante esse período, busca-se identificar qualquer sinal ou sintoma sugestivo da doença. Além disso, a vacina BCG é uma medida profilática importante, sendo indicada para contactantes que não apresentam cicatriz vacinal ou cuja cicatriz é duvidosa, visando conferir proteção parcial contra a infecção. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam a importância do rastreamento ativo e da educação em saúde para os contactantes. A vigilância contínua e a aplicação da BCG, quando indicada, são pilares na prevenção da hanseníase e na redução da carga da doença na comunidade.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do exame dermatoneurológico em contactantes de hanseníase?

O exame dermatoneurológico é fundamental para identificar precocemente sinais e sintomas da hanseníase, como lesões cutâneas ou alterações de sensibilidade, permitindo o diagnóstico e tratamento em estágios iniciais.

Quando a vacina BCG é indicada para contactantes de hanseníase?

A vacina BCG é indicada para contactantes de hanseníase que não possuem cicatriz vacinal ou cuja cicatriz é duvidosa. Ela confere proteção parcial contra a doença e é uma medida de saúde pública importante.

Qual a periodicidade do acompanhamento de contactantes de hanseníase assintomáticos?

Contactantes assintomáticos de hanseníase devem ser acompanhados anualmente por um período de cinco anos, com avaliação clínica e exame dermatoneurológico.

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