UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Maria Clara, portadora de Hanseníase, encontra-se com PQT/MB. Trouxe seu esposo à UBS para avaliação. Ele, por ser contactante, precisa fazer o exame físico dermatoneurológico. Após a consulta, encontra-se assintomático e normal. Com base nesse caso, o acompanhamento do contactante deve se dar em qual periodocidade, em qual tempo e com qual conduta?
Contactante de Hanseníase assintomático → Acompanhamento anual por 5 anos + BCG (se não vacinado ou cicatriz duvidosa).
O acompanhamento de contactantes de hanseníase é crucial para detecção precoce e interrupção da cadeia de transmissão. A vacina BCG confere proteção parcial e é indicada para contactantes sem cicatriz vacinal ou com cicatriz duvidosa, reforçando a imunidade contra o Mycobacterium leprae.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. A detecção precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. O manejo de contactantes, ou seja, pessoas que convivem ou conviveram com pacientes de hanseníase, é uma estratégia fundamental de controle da doença. Para contactantes assintomáticos e com exame físico dermatoneurológico normal, a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde no Brasil inclui o acompanhamento clínico anual por cinco anos. Durante esse período, busca-se identificar qualquer sinal ou sintoma sugestivo da doença. Além disso, a vacina BCG é uma medida profilática importante, sendo indicada para contactantes que não apresentam cicatriz vacinal ou cuja cicatriz é duvidosa, visando conferir proteção parcial contra a infecção. É crucial que residentes e profissionais de saúde compreendam a importância do rastreamento ativo e da educação em saúde para os contactantes. A vigilância contínua e a aplicação da BCG, quando indicada, são pilares na prevenção da hanseníase e na redução da carga da doença na comunidade.
O exame dermatoneurológico é fundamental para identificar precocemente sinais e sintomas da hanseníase, como lesões cutâneas ou alterações de sensibilidade, permitindo o diagnóstico e tratamento em estágios iniciais.
A vacina BCG é indicada para contactantes de hanseníase que não possuem cicatriz vacinal ou cuja cicatriz é duvidosa. Ela confere proteção parcial contra a doença e é uma medida de saúde pública importante.
Contactantes assintomáticos de hanseníase devem ser acompanhados anualmente por um período de cinco anos, com avaliação clínica e exame dermatoneurológico.
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