CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2008
A profundidade da câmara anterior normal:
Acomodação → ↑ espessura do cristalino + anteriorização da face anterior → ↓ profundidade da câmara anterior.
Durante a acomodação, o músculo ciliar se contrai, relaxando as zônulas e permitindo que o cristalino se torne mais globoso, o que reduz o espaço da câmara anterior.
O estudo da dinâmica do segmento anterior é fundamental para a compreensão de patologias como o glaucoma. A acomodação é um processo ativo que envolve mudanças estruturais significativas. Quando o olho foca em um objeto próximo, o aumento da curvatura do cristalino não apenas altera o poder refrativo, mas também modifica a relação volumétrica entre as estruturas intraoculares. Este fenômeno é particularmente relevante na biometria e no planejamento de cirurgias de catarata ou implante de lentes fácicas, onde a profundidade da câmara anterior (ACD) é um parâmetro crítico para o cálculo da potência da lente e para a segurança do endotélio corneano.
A contração do músculo ciliar durante a acomodação reduz a tensão nas fibras zonulares. Isso permite que o cristalino assuma uma forma mais convexa (aumentando seu diâmetro anteroposterior) e sua face anterior se desloque para frente, ocupando mais espaço na câmara anterior e, consequentemente, reduzindo sua profundidade.
Em pacientes com ângulos estreitos ou predisposição ao glaucoma de ângulo fechado, a redução da profundidade da câmara anterior induzida pela acomodação (como na leitura prolongada) pode precipitar um aumento da pressão intraocular ou até um fechamento angular agudo.
Em um olho adulto normal (emétrope), a profundidade da câmara anterior (da face posterior da córnea à face anterior do cristalino) mede aproximadamente 3,0 mm, variando significativamente com a idade e o erro refracional (menor em hipermétropes).
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