HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Quando na Artrite Reumatoide ocorre o acometimento da coluna cervical (C1-C2) com subluxação atlantoaxial geralmente manifesta-se por dor irradiada para a região occipital, assim podemos CONCORDAR que:
AR + subluxação atlantoaxial + sintomas neurológicos → mortalidade 50% em 1 ano.
A subluxação atlantoaxial na Artrite Reumatoide, especialmente quando associada a sintomas neurológicos como parestesias ou perda do controle esfincteriano, indica compressão medular grave e está associada a um prognóstico sombrio, com alta taxa de mortalidade em um ano.
A Artrite Reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica que afeta predominantemente as articulações periféricas, mas pode ter manifestações extra-articulares significativas, incluindo o acometimento da coluna cervical. A subluxação atlantoaxial, que envolve a articulação entre a primeira (atlas) e a segunda (áxis) vértebras cervicais, é uma das complicações mais graves, ocorrendo devido à sinovite e destruição ligamentar e óssea. O acometimento cervical na AR pode ser insidioso, manifestando-se inicialmente por dor na região occipital e rigidez. No entanto, a progressão da subluxação atlantoaxial pode levar à compressão da medula espinhal, resultando em mielopatia cervical. Os sintomas neurológicos incluem parestesias periféricas, fraqueza, alterações da marcha, e sinais mais graves como perda do controle esfincteriano, que indicam compressão medular avançada. A presença de sintomas neurológicos em pacientes com AR e subluxação atlantoaxial é um marcador de prognóstico reservado. Estudos demonstram que, quando esses sintomas surgem, a mortalidade pode atingir 50% em um ano, ressaltando a urgência no diagnóstico e tratamento. O manejo pode variar de imobilização e tratamento medicamentoso a intervenção cirúrgica para descompressão e estabilização da coluna, visando prevenir a progressão do dano neurológico e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Os sintomas podem incluir dor irradiada para a região occipital, rigidez cervical, parestesias nos membros superiores e inferiores, fraqueza muscular, alterações da marcha e, em casos avançados, sinais de mielopatia como perda do controle esfincteriano e disfunção motora.
A subluxação atlantoaxial ocorre devido à inflamação e destruição ligamentar e óssea na articulação C1-C2, levando à instabilidade e potencial compressão da medula espinhal. Essa compressão pode resultar em mielopatia cervical, com risco de tetraplegia e morte súbita.
A conduta inicial envolve imobilização cervical, avaliação neurológica detalhada e exames de imagem (ressonância magnética) para confirmar a compressão medular. Frequentemente, é indicada a cirurgia de descompressão e estabilização da coluna cervical para prevenir danos neurológicos irreversíveis e melhorar o prognóstico.
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