Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2026
Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), durante um turno de atendimento, uma usuária procura o serviço relatando dor abdominal leve há três dias, sem febre, vômitos ou alteração importante do estado geral. Enquanto aguarda, outro paciente chega apresentando dor torácica súbita e sudorese intensa. Diante dessa situação, o enfermeiro responsável pelo acolhimento com classificação de risco deve agir conforme os princípios da Atenção Primária à Saúde e da Política Nacional de Humanização (PNH). Entre as opções abaixo, a conduta mais adequada neste momento é:
Priorização clínica > Ordem de chegada: Dor torácica súbita + sudorese → Avaliação médica imediata.
O acolhimento com classificação de risco na APS visa identificar casos graves que necessitam de intervenção imediata, sobrepondo a gravidade clínica à ordem cronológica de chegada.
O acolhimento com classificação de risco é um dispositivo fundamental da Política Nacional de Humanização (PNH) e deve ser implementado em todos os pontos da rede de atenção, incluindo a Atenção Primária à Saúde (APS). Diferente da triagem excludente, o acolhimento pressupõe a escuta qualificada e a responsabilização pelo paciente, garantindo que casos de maior gravidade sejam identificados e atendidos prioritariamente. Na prática clínica da Estratégia Saúde da Família, o enfermeiro ou médico deve utilizar protocolos validados para estratificar o risco. Sintomas como dor torácica súbita associada a sinais autonômicos (sudorese) são 'red flags' para eventos cardiovasculares maiores. A conduta correta envolve a interrupção de atividades administrativas ou de casos de baixa complexidade para a estabilização imediata do paciente crítico, garantindo a segurança do usuário e a eficiência do sistema de saúde.
A prioridade é definida pela gravidade clínica e pelo risco de morte ou sequelas, e não pela ordem de chegada. No caso apresentado, a dor torácica súbita com sudorese sugere uma síndrome coronariana aguda ou outra emergência cardiovascular, exigindo atendimento imediato, enquanto a dor abdominal leve de três dias permite uma espera segura para triagem ou consulta agendada.
Sim, a Atenção Primária à Saúde (APS) deve estar preparada para o acolhimento de demanda espontânea e a estabilização inicial de urgências. Após a avaliação inicial e medidas de suporte, o paciente pode ser transferido para um serviço de maior complexidade (UPA ou Hospital) via regulação, se necessário.
A PNH propõe o acolhimento como uma ferramenta de gestão e prática clínica que garante o acesso resolutivo e humanizado. Ela orienta que a recepção do usuário deve ser feita por profissionais capacitados para escuta qualificada e classificação de risco, promovendo a equidade no atendimento.
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