FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente 37 anos, masculino, chega à emergência do Hospital com queixa de 'dor no peito' há 1 dia. Sendo que há 30 minutos apresenta piora da dor com sudorese fria e desmaio. Ao chegar ao hospital, ele diz se sentir melhor. A sala de espera da emergência está com vários outros pacientes aguardando. O paciente foi encaminhado imediatamente para uma sala ao lado, na recepção, onde é avaliado por um profissional de enfermagem. No atendimento, apresenta palidez, hipotensão e discreta dor no peito. É encaminhado para atendimento imediato, independentemente do número de pessoas que estavam aguardando, já todas avaliadas e classificadas. Este procedimento é denominado:
Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) → prioriza atendimento por gravidade, não ordem de chegada, essencial na emergência.
O Acolhimento com Classificação de Risco é uma diretriz da Política Nacional de Humanização do SUS que visa organizar o fluxo de pacientes nas emergências. Ele prioriza o atendimento com base na gravidade do quadro clínico, garantindo que casos de urgência e emergência, como dor torácica com sinais de instabilidade, sejam atendidos imediatamente, independentemente da ordem de chegada.
O Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR) é uma das diretrizes mais importantes da Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), implementada para reorganizar os serviços de urgência e emergência. Seu principal objetivo é garantir que o atendimento seja priorizado de acordo com a gravidade clínica do paciente, e não pela ordem de chegada, promovendo equidade e acesso adequado à saúde. Este processo envolve a avaliação inicial do paciente por um profissional de enfermagem treinado, que utiliza protocolos padronizados (como o Protocolo de Manchester) para identificar sinais e sintomas de risco. Com base nessa avaliação, o paciente é classificado em diferentes níveis de urgência (geralmente por cores), determinando o tempo máximo de espera para o atendimento médico. Casos como o descrito na questão, com dor torácica e sinais de instabilidade (sudorese fria, desmaio, hipotensão), são classificados como de alta prioridade, exigindo atendimento imediato. Para residentes, compreender e aplicar o ACCR é fundamental na prática diária da emergência. Ele não apenas otimiza o fluxo de pacientes e reduz a superlotação, mas, mais importante, salva vidas ao assegurar que pacientes críticos recebam a atenção necessária sem demora. É uma ferramenta que integra a humanização do atendimento com a eficiência e segurança do cuidado.
O ACCR é um dispositivo da Política Nacional de Humanização do SUS que organiza o fluxo de pacientes em serviços de urgência e emergência, priorizando o atendimento com base na gravidade do quadro clínico e não na ordem de chegada.
Para pacientes com dor torácica e sinais de instabilidade, o ACCR é crucial, pois permite a identificação imediata de risco e o encaminhamento prioritário para avaliação médica, reduzindo o tempo para diagnóstico e intervenção em condições potencialmente fatais.
A classificação de risco é realizada por um profissional de enfermagem capacitado, utilizando protocolos padronizados (como o Protocolo de Manchester), que avaliam sinais vitais, sintomas, histórico e queixas do paciente para atribuir uma cor que indica o grau de urgência.
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