HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2018
Maria de Lourdes 63 anos, diabética, hipertensa, obesa faz acompanhamento médico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro de forma irregular e mensalmente recebe visita do agente comunitário de saúde. Várias vezes foi atendida pelo médico, enfermeiro e psicólogo, inclusive sendo seu caso discutido na última reunião de equipe. Durante a visita domiciliar o ACS observou piora do seu quadro, orientou à família a levá-la no atendimento de intercorrência da Unidade de Saúde onde o médico da equipe fez o atendimento, encaminhou imediatamente para o Pronto Atendimento Municipal (PA). Qual diretriz da Política Nacional de Humanização (PHN) deverá ser utilizada na abordagem da Sra. Maria de Lourdes ao dar entrada no PA?
No PA, a diretriz essencial da PNH é o Acolhimento com Classificação de Risco para priorizar e humanizar o atendimento.
Ao dar entrada em um Pronto Atendimento, a diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH) que se aplica imediatamente é o Acolhimento com Classificação de Risco. Este processo visa identificar as necessidades de saúde do paciente, priorizar o atendimento de acordo com a gravidade clínica e garantir uma escuta qualificada, mesmo em situações de urgência.
A Política Nacional de Humanização (PNH), também conhecida como HumanizaSUS, foi instituída em 2003 com o objetivo de qualificar o Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a corresponsabilização entre gestores, trabalhadores e usuários. Suas diretrizes buscam transformar as práticas de saúde, tornando-as mais acolhedoras, eficientes e resolutivas. No contexto de um Pronto Atendimento (PA), onde a demanda é frequentemente alta e imprevisível, a aplicação das diretrizes da PNH é crucial. Uma das diretrizes mais relevantes para a porta de entrada dos serviços de urgência e emergência é o Acolhimento com Classificação de Risco. Este processo vai além da triagem tradicional, pois envolve uma escuta qualificada do paciente e de seus acompanhantes, uma avaliação rápida da sua condição de saúde e a atribuição de um grau de risco (cores, por exemplo, vermelho, laranja, amarelo, verde, azul) que determina a prioridade e o tempo máximo de espera para o atendimento médico. O Acolhimento com Classificação de Risco não só organiza o fluxo de pacientes e garante que os casos mais graves sejam atendidos primeiro, mas também promove a humanização do cuidado ao reconhecer o sofrimento do usuário e oferecer uma resposta adequada às suas necessidades. Ele é fundamental para a segurança do paciente, a satisfação do usuário e a otimização dos recursos do serviço, sendo um pilar essencial na gestão da clínica e na construção de redes de atenção à saúde.
É um processo de escuta qualificada e avaliação inicial do paciente na porta de entrada dos serviços de urgência e emergência, com o objetivo de identificar sua necessidade e priorizar o atendimento de acordo com a gravidade clínica, não por ordem de chegada.
A PNH busca qualificar o SUS, incentivando a corresponsabilização entre gestores, trabalhadores e usuários, promovendo a autonomia dos sujeitos e a construção de redes de cuidado, com foco na integralidade e na humanização da assistência.
Ele organiza o fluxo de pacientes, garante que casos mais graves sejam atendidos prioritariamente, reduz o tempo de espera para situações de risco, e proporciona uma primeira escuta e vínculo, diminuindo a ansiedade do paciente e familiares.
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