UEPA - Universidade do Estado do Pará - Santarém — Prova 2018
P.S.L, sexo masculino, 49 anos de idade, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu bairro por conta de dor e inchaço na perna direita. P.S.L se dirigiu ao balcão reclamando de muitas dores e que precisava ser atendido com urgência, pois estava mais grave que os outros pacientes. A Técnica de Enfermagem, que estava na recepção no momento, chamou P.S.L a uma sala reservada, onde explicou a forma de atendimento da UBS, que certamente ele seria atendido no mesmo dia, que a maioria dos pacientes tinham buscado atendimento nas últimas 48 horas e os demais que chegaram naquele dia, mas que o mesmo poderia iniciar o atendimento com ela, detalhando o que estava sentindo e a quanto tempo, bem como mostrar o local de dor. Após avaliação breve, aferição de sinais vitais e tranquilizar P.S.L, a Técnica de Enfermagem avisou ao médico da Estratégia de Saúde da Família de que um paciente precisava ser colocado dentro dos atendimentos do dia. A Enfermeira da UBS estava realizando visita domiciliar, juntamente com um dos Agentes Comunitários de Saúde, a um paciente acamado. Ao ser atendido pelo médico, 45 minutos depois, P.S.L relatou que o quadro havia se iniciado há cerca de 2 semanas com edema que progrediu da região do tornozelo esquerdo, hoje acometendo inclusive terço médio da perna esquerda. Acrescentou que vem apresentando febre desde o início. A perna esquerda estava, ao exame físico, edemaciada, com grande lesão em placa eritematosa. Adenite satélite dolorosa foi palpada. Com relação à conduta da Técnica de Enfermagem é correto afirmar que:
Acolhimento = postura ética de escuta e responsabilização, sendo atribuição de TODOS os membros da equipe.
O acolhimento não é um setor ou recepção, mas uma diretriz da PNAB que exige escuta qualificada e resolutividade de qualquer profissional da equipe multidisciplinar.
A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017 reforça que o trabalho na Atenção Básica deve ser pautado pela relação de vínculo e pela escuta qualificada. No caso clínico apresentado, a técnica de enfermagem agiu corretamente ao realizar a escuta ativa, aferir sinais vitais e integrar o paciente ao fluxo de atendimento do dia, demonstrando que o acolhimento é uma ferramenta de gestão do cuidado que aumenta a satisfação do usuário e a eficiência do serviço. A conduta descrita exemplifica a humanização no SUS, onde o profissional não apenas 'anota nomes', mas avalia a necessidade clínica e subjetiva. O diagnóstico provável do paciente (Erisipela/Celulite) exige avaliação médica, mas o manejo inicial e a organização do acesso são responsabilidades compartilhadas que garantem a segurança do paciente dentro da unidade básica.
O acolhimento é uma diretriz da Política Nacional de Humanização (PNH) que não se restringe a um espaço físico ou a um momento específico. Define-se como uma postura ética que pressupõe a escuta do usuário em suas queixas, o reconhecimento de seu protagonismo no processo de cura e a responsabilização da equipe pelo cuidado, garantindo resolutividade e articulação com outros pontos da rede de atenção.
Sim. De acordo com a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), o acolhimento com escuta qualificada é uma atribuição comum a todos os profissionais da equipe de saúde da família. O técnico de enfermagem deve estar apto a ouvir a demanda, identificar sinais de gravidade, tranquilizar o paciente e articular o atendimento necessário com os demais membros da equipe, como o médico ou enfermeiro.
A triagem é um processo técnico-administrativo de seleção e exclusão, muitas vezes focado apenas no sintoma biológico para encaminhamento. O acolhimento é um processo inclusivo que busca entender as necessidades biopsicossociais do paciente, estabelecendo vínculo e garantindo que ninguém saia sem uma resposta ou encaminhamento responsável, priorizando o risco mas sem excluir o cuidado.
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