UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2015
Analise as situações abaixo quanto às decisões da equipe de saúde no acolhimento à demanda espontânea:Situação 1: Paciente sabidamente com diabetes chega à unidade de saúde. Técnica de enfermagem afere a glicemia capilar que dá 250 mg/dl em jejum. Paciente assintomático. Técnica de enfermagem discute caso com a enfermeira que orienta o uso das medicações, autocuidado e agenda uma consulta para 72 horas com o médico;Situação 2: Paciente com história de diarreia e vômitos. Enfermagem faz avaliação inicial e verifica presença de sinais de desidratação. Orienta hidratação oral e marca consulta médica para 48 horas para reavaliação;Situação 3: Paciente chega à unidade com queixa de dor de garganta. Não apresenta febre nem outros sintomas sistêmicos. Enfermeira aproveita para orientações gerais sobre saúde e libera o paciente informando-o para retornar caso piore;Situação 4: Criança de 4 quatro anos apresenta febre há 24 horas (T = 38,5°C). Trazida pela mãe à unidade de saúde. Enfermeira avalia. Criança não apresenta outros sintomas além de rinorreia hialina. Enfermeira faz orientações gerais de saúde, de sinais de alerta e monitoramento da febre e solicita retornar caso não haja melhora em 48 horas.
Acolhimento na APS: enfermeiro avalia risco, casos leves sem alerta podem ser manejados ou agendados.
O acolhimento na Atenção Primária à Saúde (APS) envolve a escuta qualificada e a classificação de risco, permitindo que a equipe de enfermagem realize o manejo inicial de casos sem sinais de gravidade ou alerta. Situações como diabetes assintomático com glicemia elevada, mas sem urgência, ou febre baixa em criança sem outros sintomas graves, podem ser orientadas e agendadas para consulta médica posterior, otimizando o fluxo e a resolutividade da unidade.
O acolhimento à demanda espontânea é uma prática essencial na Atenção Primária à Saúde (APS), visando organizar o acesso dos usuários aos serviços de saúde de forma humanizada e resolutiva. Não se trata apenas de triagem, mas de uma escuta qualificada que permite identificar as necessidades do paciente, classificar o risco e definir a melhor conduta, seja um atendimento imediato, um agendamento ou uma orientação. A equipe de saúde, especialmente a enfermagem, desempenha um papel crucial nesse processo. A enfermeira, com sua formação e competências, é capacitada para realizar a avaliação inicial, identificar sinais de gravidade e, em muitos casos, conduzir o manejo de situações de baixa complexidade. Isso inclui orientações de autocuidado, manejo de sintomas leves, solicitação de exames básicos e agendamento de consultas médicas para situações que não configuram urgência ou emergência. Essa atuação otimiza o fluxo da unidade, evita a sobrecarga médica e fortalece a autonomia da enfermagem na APS. Para residentes, compreender o acolhimento e a classificação de risco é vital para a prática na APS. Saber diferenciar um caso que exige atendimento médico imediato de um que pode ser manejado pela enfermagem ou agendado é fundamental para a eficiência do serviço e a segurança do paciente. A correta aplicação dos protocolos de acolhimento garante que os recursos sejam utilizados de forma eficaz e que os pacientes recebam a atenção adequada, no momento certo, promovendo a integralidade do cuidado.
O acolhimento é fundamental para organizar o fluxo de atendimento, identificar necessidades de saúde, classificar o risco e garantir que o paciente receba a atenção adequada no tempo certo, otimizando os recursos da unidade.
A enfermeira pode conduzir o atendimento em casos de baixa complexidade e sem sinais de alerta ou gravidade, realizando avaliação inicial, orientações de autocuidado, manejo de sintomas leves e agendamento de consultas, conforme protocolos estabelecidos.
Sinais de alerta incluem desidratação moderada a grave, febre alta persistente em lactentes, dificuldade respiratória, dor intensa, alteração do nível de consciência, sangramentos, entre outros que indiquem potencial gravidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo