ACLS 2020: Manejo da Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021

Enunciado

Deu entrada na sala de emergência um paciente em parada cardiorrespiratória. Após verificação do ritmo, foi observado parada cardíaca em atividade elétrica sem pulso. Seguindo as novas diretrizes (atualização) do ACLs publicada em 2020, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta mais adequada para esse caso.

Alternativas

  1. A) A atropina foi reintroduzida no protocolo como opção à epinefrina.
  2. B) A vasopressina alternada à epinefrina ou à atropina, em intervalo de 3 a 5 minutos, é uma estratégia aceita.
  3. C) As drogas foram desencorajadas no novo protocolo, com maior ênfase nas compressões torácicas de qualidade.
  4. D) Aplicar epinefrina logo após a detecção do ritmo não chocável.
  5. E) Iniciar as compressões e somente introduzir drogas no protocolo após o primeiro ciclo.

Pérola Clínica

ACLS 2020: Em AESP, aplicar epinefrina imediatamente após identificação do ritmo não chocável.

Resumo-Chave

As diretrizes do ACLS 2020 para AESP (Atividade Elétrica Sem Pulso) enfatizam a administração precoce de epinefrina (1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos) logo após a identificação do ritmo não chocável, em conjunto com compressões torácicas de alta qualidade e busca pelas causas reversíveis (5 Hs e 5 Ts). Vasopressina e atropina não são mais recomendadas para AESP.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é um ritmo de PCR não chocável, caracterizado pela presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas sem pulso palpável. É uma condição grave com prognóstico geralmente desfavorável, mas o manejo adequado e precoce é crucial para tentar reverter o quadro. As diretrizes do Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS) são atualizadas periodicamente para incorporar as melhores evidências científicas. A atualização do ACLS de 2020 reforçou a importância das compressões torácicas de alta qualidade e da administração precoce de epinefrina para ritmos não chocáveis (AESP e assistolia). A epinefrina, um potente vasopressor, deve ser administrada o mais rápido possível (1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos) após a identificação da AESP. Diferentemente de versões anteriores, a vasopressina e a atropina não são mais recomendadas para o manejo da AESP, simplificando o algoritmo e focando nas intervenções mais eficazes. Além das compressões e da epinefrina, a busca e o tratamento das causas reversíveis da PCR (os "5 Hs e 5 Ts": Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia; Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar) são fundamentais para o sucesso do manejo da AESP. O residente deve dominar esse algoritmo para atuar de forma eficaz em situações de emergência.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para AESP no ACLS 2020?

A conduta inicial para AESP no ACLS 2020 inclui compressões torácicas de alta qualidade, ventilação adequada, acesso IV/IO e administração precoce de epinefrina (1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos) logo após a identificação do ritmo não chocável, além da busca e tratamento das causas reversíveis.

Por que a epinefrina é crucial na AESP?

A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea (RCE). Sua administração precoce é vital em ritmos não chocáveis como AESP e assistolia.

Quais drogas não são mais recomendadas para AESP no ACLS 2020?

As diretrizes do ACLS 2020 removeram a vasopressina e a atropina do algoritmo de AESP/Assistolia. A epinefrina é a única droga vasopressora recomendada para esses ritmos.

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