Tratamento de Acinetobacter baumannii Resistente em UTI

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos, internado há 10 dias na UTI, desenvolve febre, leucocitose e secreção purulenta em ferida cirúrgica. Culturas revelam crescimento de Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos. Qual é o antibiótico mais apropriado para iniciar o tratamento empírico neste caso?

Alternativas

  1. A) Ceftriaxona.
  2. B) Meropenem.
  3. C) Polimixina B.
  4. D) Ciprofloxacino.

Pérola Clínica

Acinetobacter resistente a carbapenêmico → Polimixina B (geralmente combinada).

Resumo-Chave

O Acinetobacter baumannii é um patógeno oportunista com alta capacidade de desenvolver multirresistência; polimixinas são drogas de última linha eficazes contra cepas resistentes a carbapenêmicos.

Contexto Educacional

O Acinetobacter baumannii resistente a carbapenêmicos (CRAB) representa um dos maiores desafios na infectologia moderna, especialmente em UTIs. Devido à sua robustez ambiental e plasticidade genética, ele sobrevive em superfícies e desenvolve resistência rapidamente. As polimixinas (B e E) ressurgiram como pilares do tratamento para esses microrganismos gram-negativos não fermentadores. O tratamento deve ser guiado por testes de sensibilidade, mas na suspeita de resistência a carbapenêmicos, a introdução precoce de polimixinas é crucial para reduzir a mortalidade associada à sepse por MDR.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre Polimixina B e Colistina?

A Polimixina B é administrada em sua forma ativa e possui farmacocinética mais previsível, sendo preferida para infecções sistêmicas. A Colistina (Polimixina E) é administrada como pró-droga (CMS) e é eliminada por via renal, sendo frequentemente preferida para infecções do trato urinário, mas com maior risco de nefrotoxicidade.

Por que o Acinetobacter é tão resistente a carbapenêmicos?

A resistência ocorre principalmente pela produção de carbapenemases (especialmente oxacilinases como OXA-23), além de alterações em porinas e bombas de efluxo. Essa combinação torna a bactéria impermeável aos betalactâmicos de amplo espectro, exigindo o uso de classes alternativas como polimixinas ou tigeciclina.

Pode-se usar monoterapia com Polimixina B?

Embora a questão foque na escolha da droga, na prática clínica, a Polimixina B é frequentemente utilizada em terapia combinada (ex: com altas doses de meropenem ou tigeciclina) para aumentar a eficácia e prevenir a emergência de resistência adicional durante o tratamento de patógenos MDR.

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