TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
O Acinetobacter baumannii pan-resistente tem sido causa importante de infecção complicada após longa internação de Covid. Em um paciente com infecção grave, o antimicrobiano mais eficaz para tratar essa condição é:
Acinetobacter pan-resistente → Polimixina B é a droga de escolha (frequentemente em terapia combinada).
O Acinetobacter baumannii pan-resistente exige o uso de polimixinas como último recurso terapêutico, devido à sua extrema resistência aos carbapenêmicos e outros betalactâmicos.
O Acinetobacter baumannii é um bacilo Gram-negativo não fermentador que se tornou um dos principais patógenos relacionados à assistência à saúde (IRAS), especialmente em UTIs. Sua capacidade de sobreviver em superfícies inanimadas e sua plasticidade genômica permitem a rápida aquisição de determinantes de resistência, como as oxacilinases (OXA-23, OXA-24/40), que conferem resistência aos carbapenêmicos. Em cenários de pan-resistência, onde o microrganismo é resistente a todas as classes comerciais (exceto possivelmente polimixinas), o tratamento torna-se um desafio crítico. A Polimixina B surge como a espinha dorsal da terapia, muitas vezes associada a outros fármacos (como ampicilina-sulbactam em altas doses ou tigeciclina) para tentar sinergismo e evitar a seleção de resistência adicional durante o tratamento.
As polimixinas (B e E/Colistina) atuam desestabilizando a membrana externa de bactérias Gram-negativas. Elas são reservadas para patógenos multirresistentes (MDR) que desenvolveram mecanismos de resistência contra quase todas as outras classes, incluindo carbapenêmicos.
A Polimixina B é preferida para infecções sistêmicas e bacteremias por ter uma farmacocinética mais estável e menor risco de nefrotoxicidade aguda. A Colistina (Polimixina E) é administrada como um pró-fármaco e é preferida para infecções do trato urinário, pois é excretada de forma ativa pelos rins.
A Tigeciclina pode ter atividade in vitro contra Acinetobacter, mas seu uso em monoterapia para infecções graves (como pneumonia ou sepse) é desencorajado devido ao risco de maior mortalidade e baixos níveis séricos, sendo usada apenas em esquemas combinados.
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