Acidose Tubular Renal Tipo 2: Diagnóstico em Lactentes

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026

Enunciado

Lactente de 8 meses é internado em Hospital Pediátrico de referência para investigação de quadro de baixo ganho de peso, quadros recorrentes de desidratação, associados a vômitos. A oferta de alimentos sempre foi adequada e já foram descartadas causas gastrointestinais. A equipe da Nefrologia pediátrica foi acionada e solicitaram, inicialmente, exame de Urina 1/ parcial de urina. Este é o resultado Parcial de urina: Densidade: 1005, pH:5; proteína: 1+, glicose: 2+, hemoglobina: negativo, corpos cetônicos negativo, nitrito negativo, Hemácias :2000/mL, Leucocitos < 1.000 /mL. Solicitam novo exame que mantém a glicosúria e a proteinúria, ao exame de sangue, apresenta função renal normal, hipocalemia e acidose metabólica. Qual a sua principal suspeita neste caso? Referências: Secção Tratado de pediatria /organização Sociedade Brasileira de Pediatria. 6. ed. Barueri [SP]: Manole, 2024.

Alternativas

  1. A) Cetoacidose diabética.
  2. B) Acidose tubular renal tipo 1.
  3. C) Diabetes insipidus nefrogênico.
  4. D) Acidose tubular renal tipo 2.
  5. E) Síndrome de Bartter.

Pérola Clínica

ATR tipo 2 → Defeito reabsorção túbulo proximal = Glicosúria, proteinúria, hipocalemia, acidose metabólica com pH urinário ácido.

Resumo-Chave

A Acidose Tubular Renal tipo 2 (ATR tipo 2) é caracterizada por um defeito na reabsorção de bicarbonato e outras substâncias no túbulo contorcido proximal, levando a glicosúria, proteinúria, hipocalemia e acidose metabólica com pH urinário que pode ser ácido. A densidade urinária baixa e a presença de glicose e proteína na urina, com função renal normal e glicemia normal, são achados-chave.

Contexto Educacional

A Acidose Tubular Renal (ATR) é um grupo de distúrbios caracterizados por um defeito na acidificação urinária ou na reabsorção de bicarbonato, resultando em acidose metabólica. A ATR tipo 2, ou proximal, é causada por um defeito na reabsorção de bicarbonato no túbulo contorcido proximal. Isso leva à perda de bicarbonato na urina, resultando em acidose metabólica. Além disso, o defeito proximal pode afetar a reabsorção de outras substâncias, como glicose, aminoácidos, fosfato e proteínas de baixo peso molecular, caracterizando a Síndrome de Fanconi. O quadro clínico em lactentes pode incluir baixo ganho de peso, vômitos, desidratação recorrente e poliúria. Os exames laboratoriais típicos revelam acidose metabólica hiperclorêmica, hipocalemia, glicosúria com glicemia normal, proteinúria tubular e aminoacidúria. O pH urinário, ao contrário da ATR tipo 1, pode ser ácido, pois o túbulo distal ainda é capaz de acidificar a urina quando a carga de bicarbonato filtrada é reduzida. O diagnóstico diferencial é crucial para instituir o tratamento adequado, que geralmente envolve a reposição de bicarbonato e potássio.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais achados laboratoriais da Acidose Tubular Renal tipo 2?

Os achados incluem glicosúria com glicemia normal, proteinúria de baixo peso molecular, hipocalemia, acidose metabólica e urina com pH que pode ser ácido.

Qual a diferença entre Acidose Tubular Renal tipo 1 e tipo 2?

A ATR tipo 1 (distal) tem defeito na secreção de H+ no túbulo distal, resultando em pH urinário persistentemente alcalino. A ATR tipo 2 (proximal) tem defeito na reabsorção de bicarbonato no túbulo proximal, e o pH urinário pode ser ácido.

Por que a densidade urinária é baixa na Acidose Tubular Renal tipo 2?

A densidade urinária baixa (hipostenúria) pode ocorrer devido à perda de solutos e à incapacidade de concentrar a urina adequadamente, embora não seja um achado exclusivo ou patognomônico.

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