INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Lactente de 4 meses é levado ao serviço de emergência com história de vômitos, poliúria, episódios de fraqueza intensa e febre. Ao exame físico, apresenta-se com desidratação grave e déficit de crescimento significativo. Encontram-se, ainda, sinais radiológicos de osteopenia e raquitismo resistente à vitamina D. Com base na principal hipótese diagnóstica, o distúrbio ácido básico relacionado ao caso é
Acidose Tubular Renal (ATR) → Acidose metabólica hiperclorêmica = Raquitismo resistente à vitamina D e poliúria em lactentes.
A Acidose Tubular Renal (ATR) é uma causa importante de acidose metabólica hiperclorêmica em crianças, manifestando-se com poliúria, vômitos, desidratação, déficit de crescimento e raquitismo resistente à vitamina D, devido à disfunção tubular renal na reabsorção de bicarbonato ou excreção de íons hidrogênio.
A Acidose Tubular Renal (ATR) representa um grupo de distúrbios renais caracterizados pela incapacidade dos túbulos renais de manter o equilíbrio ácido-básico normal, resultando em acidose metabólica. Em crianças, a ATR pode se manifestar com uma variedade de sintomas inespecíficos, como vômitos, poliúria, desidratação, fraqueza muscular e, notavelmente, déficit de crescimento e raquitismo resistente à vitamina D. O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações a longo prazo, como nefrocalcinose, osteopenia e falha de crescimento. O distúrbio ácido-básico mais comum associado à ATR é a acidose metabólica hiperclorêmica, que se caracteriza por um ânion gap normal. Isso ocorre devido à perda excessiva de bicarbonato na urina (ATR tipo 2) ou à incapacidade de excretar íons hidrogênio de forma adequada (ATR tipo 1), levando à retenção de cloreto para manter a eletroneutralidade. O tratamento visa corrigir a acidose e os desequilíbrios eletrolíticos, geralmente com suplementação de bicarbonato e, em alguns casos, de potássio e fosfato, além de vitamina D ativa para o raquitismo.
Os principais tipos são a ATR tipo 1 (distal), caracterizada por incapacidade de acidificar a urina, e a ATR tipo 2 (proximal), com perda de bicarbonato no túbulo proximal.
A acidose crônica e a perda renal de fosfato e cálcio, além da deficiência na ativação da vitamina D, contribuem para a osteomalácia e o raquitismo, que não respondem à suplementação usual de vitamina D.
A acidose metabólica hiperclorêmica (ânion gap normal) ocorre por perda de bicarbonato ou adição de ácidos não orgânicos, enquanto a acidose com ânion gap elevado ocorre por acúmulo de ácidos orgânicos (lactato, cetoácidos).
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