Acidose Respiratória na Bronquite Crônica Descompensada

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Um indivíduo que apresenta bronquite crônica descompensada apresenta acidose: 

Alternativas

  1. A) Metabólica com bicarbonato plasmático elevado e CO2 elevado.
  2. B) Respiratória com pH abaixo do normal, bicarbonato plasmático elevado e CO2 elevado. 
  3. C) Respiratória com pH acima do normal, bicarbonato plasmático normal e CO2 elevado. 
  4. D) Respiratória com pH abaixo do normal, bicarbonato plasmático normal e CO2 elevado. 
  5. E) Respiratória com pH abaixo do normal, bicarbonato plasmático abaixo do normal e CO2 abaixo do normal. 

Pérola Clínica

Bronquite crônica descompensada → hipoventilação → ↑ PaCO2 → acidose respiratória crônica compensada (pH ↓, PaCO2 ↑, HCO3- ↑).

Resumo-Chave

Na bronquite crônica descompensada, a hipoventilação leva ao acúmulo de CO2 (hipercapnia), resultando em acidose respiratória. Como é uma condição crônica, há tempo para compensação renal, que eleva o bicarbonato plasmático, tentando normalizar o pH, mas geralmente o pH permanece ligeiramente abaixo do normal.

Contexto Educacional

A bronquite crônica, parte da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), é caracterizada por inflamação crônica das vias aéreas e produção excessiva de muco, levando à obstrução do fluxo aéreo. Em fases de descompensação ou exacerbação, a capacidade pulmonar de eliminar dióxido de carbono (CO2) é comprometida, resultando em hipoventilação alveolar. A hipoventilação leva ao acúmulo de CO2 no sangue, elevando a pressão parcial de dióxido de carbono arterial (PaCO2). O CO2, ao se combinar com a água, forma ácido carbônico, que se dissocia em íons hidrogênio (H+) e bicarbonato (HCO3-). O aumento dos íons H+ causa uma queda no pH sanguíneo, caracterizando a acidose respiratória. Como a bronquite crônica é uma condição de longa data, o corpo tem tempo para ativar mecanismos compensatórios. O principal mecanismo é a compensação renal, onde os rins aumentam a reabsorção de bicarbonato e a excreção de íons hidrogênio. Isso resulta em um aumento do bicarbonato plasmático (HCO3-), que tenta tamponar o excesso de ácido e elevar o pH. No entanto, em uma acidose respiratória crônica descompensada, o pH geralmente permanece abaixo do normal, embora mais próximo da normalidade do que em uma acidose aguda não compensada, com PaCO2 e HCO3- ambos elevados.

Perguntas Frequentes

Quais são os parâmetros gasométricos esperados na acidose respiratória crônica?

Na acidose respiratória crônica, espera-se um pH abaixo do normal (mas tendendo à normalidade devido à compensação), uma PaCO2 elevada (hipercapnia) e um bicarbonato plasmático (HCO3-) também elevado, indicando compensação renal.

Como o rim compensa a acidose respiratória crônica na bronquite?

Os rins compensam a acidose respiratória crônica aumentando a reabsorção de bicarbonato e a excreção de íons hidrogênio. Esse processo leva tempo, por isso é característico de distúrbios crônicos e resulta em elevação do bicarbonato plasmático.

Qual a diferença entre acidose respiratória aguda e crônica em termos de bicarbonato?

Na acidose respiratória aguda, o bicarbonato plasmático geralmente permanece normal ou ligeiramente elevado, pois não houve tempo para a compensação renal. Na acidose respiratória crônica, o bicarbonato está significativamente elevado devido à compensação renal prolongada.

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