Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
A causa de acidose metabólica sem hiato aniogênico:
Acidose metabólica com hiato aniônico normal (hiperclorêmica) → causas incluem perda de bicarbonato (diarreia, ATR) ou ganho de HCl (trimetoprima, expansão volêmica).
A acidose metabólica sem hiato aniônico elevado, também conhecida como acidose metabólica hiperclorêmica, ocorre quando há perda de bicarbonato ou ganho de ácidos não orgânicos. A trimetoprima pode causar acidose metabólica ao inibir a secreção de potássio e hidrogênio nos túbulos renais, mimetizando um hipoaldosteronismo.
A acidose metabólica é um distúrbio do equilíbrio ácido-base caracterizado por uma diminuição do pH sanguíneo e do bicarbonato sérico. A avaliação do hiato aniônico (HA = Na+ - (Cl- + HCO3-)) é fundamental para classificar a acidose metabólica e direcionar a investigação etiológica. Um hiato aniônico normal (geralmente entre 8-12 mEq/L) indica que a acidose é hiperclorêmica, ou seja, o cloreto sérico está elevado para compensar a perda de bicarbonato. A fisiopatologia da acidose metabólica com hiato aniônico normal envolve principalmente a perda de bicarbonato (como na diarreia ou acidose tubular renal) ou a administração de ácidos que não contribuem para o hiato aniônico (como o cloreto de amônio ou alguns medicamentos). A trimetoprima, um antibiótico comum, pode induzir acidose metabólica hiperclorêmica ao inibir a secreção de potássio e hidrogênio no túbulo renal distal, simulando um estado de hipoaldosteronismo. O diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado. Além da trimetoprima, outras causas incluem diarreia grave, fístulas intestinais, acidose tubular renal (tipos 1, 2 e 4), uso de inibidores da anidrase carbônica e expansão volêmica com soluções salinas. O tratamento visa corrigir a causa subjacente e, se necessário, administrar bicarbonato. O reconhecimento precoce dessas causas é vital para evitar complicações e otimizar o tratamento.
Significa que a acidose metabólica é causada por uma perda de bicarbonato ou por um ganho de ácidos que não são medidos no cálculo do hiato aniônico, como o cloreto, resultando em hipercloremia compensatória.
As principais causas incluem diarreia (perda de bicarbonato), acidose tubular renal (ATR), uso de medicamentos como trimetoprima e inibidores da anidrase carbônica, e hipoaldosteronismo.
A trimetoprima pode causar acidose metabólica ao inibir a secreção de potássio e hidrogênio no túbulo renal distal, mimetizando os efeitos do hipoaldosteronismo, o que leva à retenção de hidrogênio e hipercalemia.
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