Acidose Metabólica em Pediatria: Diagnóstico e Manejo

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019

Enunciado

Pré-escolar de 4 anos com quadro de febre persistente, tosse produtiva, prostração e cansaço com evolução de 5 dias. Ao exame físico, apresenta esforço respiratório com uso de musculatura acessória, aumento de frequência respiratória e saturação de oxigênio de 88% em ar ambiente. À ausculta pulmonar há redução do murmúrio à direita e macicez à precussão do mesmo lado. Pulsos estão finos e rápidos, a perfusão capilar é de 4 segundos e a frequência cardíaca é 170 batimentos por minuto. O resultado da gasometria arterial está abaixo: O diagnóstico ADEQUADO para o achado da gasometria nesse caso é: 

Alternativas

  1. A) Acidose metabólica 
  2. B) Acidose respiratória
  3. C) Alcalose metabólica
  4. D) Alcalose respiratória

Pérola Clínica

Criança com choque e esforço respiratório grave → Acidose metabólica (pH ↓, HCO3 ↓) indica hipoperfusão e gravidade.

Resumo-Chave

A acidose metabólica em um paciente pediátrico com sinais de choque e infecção grave (febre, prostração, taquicardia, perfusão capilar alterada) frequentemente reflete hipoperfusão tecidual e produção de lactato, indicando um quadro de sepse grave ou choque séptico.

Contexto Educacional

A acidose metabólica é um distúrbio comum e grave em pediatria, especialmente em quadros de sepse e choque. Sua identificação precoce através da gasometria arterial é crucial para o manejo adequado e melhora do prognóstico. É caracterizada por um pH sanguíneo baixo e uma redução primária no bicarbonato sérico. A fisiopatologia da acidose metabólica em crianças com sepse envolve a hipoperfusão tecidual, que leva à glicólise anaeróbica e acúmulo de lactato (acidose lática). Outras causas incluem cetoacidose diabética, insuficiência renal e intoxicações. O diagnóstico é confirmado pela gasometria arterial, que mostra pH < 7.35 e HCO3 < 22 mEq/L, com ou sem alterações compensatórias do PCO2. O tratamento da acidose metabólica deve ser direcionado à causa subjacente. Em casos de choque séptico, a prioridade é a otimização da perfusão com fluidos intravenosos, vasopressores e antibioticoterapia. A administração de bicarbonato de sódio é controversa e geralmente reservada para acidoses muito graves (pH < 7.1) ou hipercalemia ameaçadora à vida, pois pode ter efeitos adversos.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de acidose metabólica grave em crianças?

Sinais incluem taquipneia compensatória (respiração de Kussmaul), letargia, hipotensão e sinais de hipoperfusão, como tempo de enchimento capilar prolongado e pulsos finos.

Qual a conduta inicial para acidose metabólica em choque séptico pediátrico?

O manejo inicial foca na causa subjacente, como reposição volêmica agressiva, antibioticoterapia precoce e suporte hemodinâmico para melhorar a perfusão tecidual e reduzir a produção de lactato.

Como diferenciar acidose metabólica de respiratória na gasometria?

Na acidose metabólica, o pH e o bicarbonato (HCO3) estão baixos. Na acidose respiratória, o pH está baixo e o PCO2 está elevado. Pode haver componentes mistos.

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